Edson Arantes e Marco Felippe
Com movimento menor que em eventos anteriores, a manifestação em prol ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) começou pouco antes das 10 horas da manhã. Francanos com camisetas em verde amarelo, bandeiras, faixas e apitos fizeram parte do cenário que se formou. Apesar do ápice ter acontecido antes das 11 horas, é aguardado público durante todo o dia, já que a votação começa às 14 horas. Os organizadores afirmaram ter tido cerca de 2 mil pessoas. A PM não confirmou.
Famílias, crianças e cachorro. Francanos deram show hoje. Veja as fotos
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A praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, foi o palco de encontro. A foto histórica de Dilma, usada em protestos anteriores com o escrito “Fora Dima”, também foi pendurada em uma das árvores. A capa do jornal “Comércio da Franca”, que estampa hoje um “Tchau, Querida?”, também foi usada por manifestantes.
Um telão com a transmissão das notícias e acompanhamento foi montado na concha acústica. Ruas, principalmente ao entorno da Catedral e a praça, foram fechadas desde as primeiras horas da manhã.
ASSISTA:
ACOMPANHAMENTO
A Polícia Militar acompanhou todo o movimento desde as primeiras horas da manhã. Os PMs ficaram espalhados pela praça em grupos.
O sol forte e o calor da manhã de domingo fizeram os manifestantes escolherem as sombras das árvores para se refrescar.
Um dos destaques dos primeiros movimentos foi a presença do padre José Geraldo Segantin, da Catedral. Ele usou o microfone, na concha acústica, e defendeu a saída de Dilma. O religisoso também rezou para a manifestação.
O industrial Marquinhos Martiniano usou o bom humor para protestar. Ele levou uma réplica do "pixuleco", o boneco inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário.
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O empresário Marquinhos Martiniano usou o bom humor para protestar.
ÁUDIOS
PRESENÇAS
Entre as presenças na primeira parte da manifestação, dois vereadores. Valéria Marson (PSD) e Adérmis Marini (PSDB) foram os representantes da Câmara Municipal. O assessor do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), Edvaldo Costa, também apareceu. Diferente do último protesto, a primeira dama do munícipio, Cinthia Ferreira não foi vista. Em março ela foi duramente criticada pela participação no movimento.
O presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Dorival Mourão Filho, esteve presente. Um dos principais articuladores do movimento, e que pediu a presença dos empresário, Mourão carregava uma bandeira do Brasil no pescoço e usou o microfone.

LOJAS
As lojas do Centro de Franca não abriram como geralmente acontece aos domingos. A única exceção foi uma das mais tradicionais. A Pernambucanas resolveu abrir aos clientes. O movimento foi modesto.
FOI FRACO
O movimento foi inferior ao protesto realizado no último dia 13 de março. A PM não estimou o público, mas segundo informações preliminares, não mais de 2,5 mil pessoas participaram.
A falta de público deixou comerciantes ambulantes frustrados. A intenção era ganhar um dinheiro extra. O picolezeiro Sebastião Cintra vendeu apenas 12 picolés durante à manhã. Em março o número chegou a 250.

MAIS AÚDIOS
Manifestantes do motoclube chegam a bordo de suas motos para protesto no Centro
Fotos: Dirceu Garcia, Edson Arantes e Marco Felippe.
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