Há razões para o impeachment


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Na última tentativa de se manter no poder, a presidente Dilma Rousseff (PT) divulgou sexta-feira, nas redes sociais, o discurso que pretendia veicular em rede nacional de televisão, em horário nobre. O vídeo chamou a atenção ao manter o discurso do ódio que tem marcado suas manifestações desde o pleito de 2014, quando mentiu descaradamente e praticou um vergonhoso estelionato eleitoral que lhe deu o segundo mandato. Dilma volta a citar um golpe, esquecendo-se de que a palavra se aplica ao que ela própria praticou contra os brasileiros. O processo de impeachment é respaldado pela Constituição do Brasil. A presidente incorreu em crime de responsabilidade com as chamadas “pedaladas fiscais”, quando usou recursos de bancos públicos para realizar pagamentos sem que o Tesouro repassasse as quantias necessárias. Ao contrário do que o governo diz, a ação é sim considerada crime de responsabilidade.
 
Atualmente, Dilma tornou-se uma mera espectadora do que acontece em Brasília. Já há alguns meses ela não governa mais. Delegou ao seu antecessor e criador, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, todas as decisões que deveriam exarar do Planalto. Lula, acomodado em um hotel de Brasília, tenta convencer ex-aliados que pularam fora da barca do governo a votar contra o impeachment da pupila neste domingo. Os números informais, de acordo com grandes órgãos de imprensa do País, dão conta de que o pedido de impeachment será aprovado com pequena folga, não apenas neste domingo na Câmara, mas também posteriormente no Senado. Porém, como em política (pelo menos no Brasil) nada pode ser considerado certo de véspera, é bom não comemorar antes que o último voto seja apurado.
 
O certo é que Dilma Rousseff não tem mais as mínimas condições de conduzir os destinos do País. Quase um ano e meio após a posse no segundo mandato, não conseguiu implantar qualquer medida que pelo menos arrefeça a crise econômica que convulsiona o País. Dilma não conseguiu, desde o seu primeiro mandato, interlocução com empresários que hoje vivem uma situação difícil, diante da estagnação da produção nacional e o aumento significativo do desemprego. Somente um novo governo (seja com Temer, seja com Aécio, Marina ou outro que apareça caso sejam convocadas novas eleições) será capaz de dar fôlego ao País para que retome o crescimento, renove os investimentos e provoque novo alento ao mercado de trabalho. O Brasil não pode esperar até 2018, quando a situação poderá estar próxima da irreversibilidade. O brasileiro não quer (e não merece) esperar mais.
 
 
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