Focos de incêndio em terrenos e áreas de preservação indicam o início da temporada de queimadas na cidade. A queima da vegetação aliada ao tempo seco trazem riscos para a saúde, meio ambiente e trânsito.
Na manhã de ontem, um terreno baldio na rua Goiás, no bairro Santo Agostinho, deixou a rua cheia de fumaça prejudicando o trânsito de veículos e poluindo o ar. O fogo na área, localizada no cruzamento com a rua Alaíde Rodrigues Chagas, produziu uma fumaça densa que dificultou a visibilidade de motoristas que trafegavam pelo trecho.
Os bombeiros estiveram no local e conseguiram conter as chamas. Segundo eles, o tempo seco facilitou o avanço das labaredas que tomaram boa parte do terreno, mesmo o mato ainda estando verde. A suspeita é que alguém tenha colocado fogo em algum material no terreno e provocado o incêndio.
Além desse caso, outros pontos foram alvo de queimadas nos últimos dias. Na segunda-feira, uma mata nos fundos do bairro São Joaquim foi atingida pelo fogo e o Corpo de Bombeiros foi acionado por moradores para conter as chamas. A fumaça foi intensa e cobriu parte da rodovia Cândido Portinari.
No domingo passado, uma área de preservação ambiental do Jardim Parati também foi atingida por chamas e a fumaça escura pôde ser avistada de longe. Áreas vegetais na proximidade do Parque São Jorge também foram alvo de queimadas na manhã de ontem. Em todos os casos ninguém ficou ferido.
Prevenção e combate
A situação preocupa, uma vez que a previsão do tempo não indica chuvas para os próximos dias. Para evitar e combater queimadas, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm realizado treinamentos específicos para a Operação de Estiagem. O objetivo é capacitar brigadistas para colaborarem em ações preventivas e de controle de combate a incêndios em coberturas vegetais.
O subdiretor estadual da Defesa Civil, major Marcos de Paula Barreto, que estava à frente do evento nesta quinta e sexta-feira, disse que o período de estiagem já começou e são necessárias ações das autoridades e também da população para evitar danos maiores. “No período seco, cada um precisa fazer sua parte, pois às vezes o ato de atear fogo em um lixo ou jogar um cigarro no chão pode dar início a um incêndio”, disse o major. Fazer fogueiras, limpar terrenos usando fogo e soltar balões também são ações que podem causar incêndios.
Ele ressaltou que a além dos prejuízos para o meio ambiente e o risco à segurança das pessoas, as queimadas provocam problemas de saúde. “As queimadas geram fuligem e pioram a qualidade do ar, o que prejudica pessoas com dificuldade respiratória e aumentam casos de doenças do tipo”, afirmou o major da Defesa Civil
Ontem, a Operação Estiagem envolveu uma parte prática em que o Corpo de Bombeiros fez demonstrações de combate e uso de equipamentos contra queimadas. “Essas técnicas envolvem o uso de abafadores, caminhões pipa, sopradores e a realização de aceiros (áreas de isolamentos) com tratores”, disse o tenente do Corpo de Bombeiros, Marcel Filippin.
Um dos recursos que tem se mostrado eficiente no combate de incêndios e também foi apresentado no treinamento é o uso de uma aeronave agrícola adaptada, que carrega cerca de mil litros de água e pode ser usada quando há dificuldades de acesso terrestre.
Colaborou Carolina Ribeiro
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