A morte de uma adolescente, dentro de uma clínica psiquiátrica no Reino Unido, levantou as discussões a respeito do tratamento aplicado a jovens e crianças nestes estabelecimentos. Sara Green sofreu desde a infância com bullying na escola e aos 11 anos já apresentava problemas de saúde mental. Em 2013, ao sofreu uma segunda overdose de antidepressivos, a adolescente foi internada em uma clínica psiquiátrica destinada a adultos.
Segundo o site BBC, a clínica ficava a 160 km da casa em que Sara morava com a família. A distância da família e o tratamento que não era apropriado para uma adolescente, piorou o quadro de Sara, que já apresentava TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e autoflagelação. "Quero ir para casa. Fico esperando o momento em que mamãe e Stacey [irmã de Sara] possam me visitar porque não poder vê-las tem me feito sentir muito pior", escreveu a adolescente em seu diário.
"Chorei muito hoje e sei que amanhã vai ser pior", "Quero dizer a verdade sobre como as coisas pioraram. Não estou bem. Estou destruída por dentro", afirma Sara em outros trechos do diário. Em pouco tempo, o suicídio começou a se tornar assunto frequente nos relatos deixados no diário. "O que acontece agora é que penso muito mais em suicídio do que quando cheguei a este lugar. Neste momento esses pensamentos são cada vez piores", revela Sara.
Dentro do período de um mês, a adolescente tentou se enforcar oito vezes. Em março de 2014, Sara, então com 17 anos, foi encontrada desacordada no chão de seu quarto, dentro da clínica. Um arame de caderno espiral estava no colo na jovem. Mesmo socorrida, Sara não sobreviveu.
A divulgação dos escritos no diário da adolescente são um alerta para países, como o Reino Unido, de que deve-se mudar a forma como crianças e adolescentes são tratados em clínicas psiquiátricas. De acordo com a ONG Inquest, em 2010, na Inglaterra, nove jovens morreram em clínicas psiquiátricas.
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