Elvira Barcelos do Nascimento


| Tempo de leitura: 3 min
 Elvira Nascimento foi sepultada dia 13, no Cemitério da Saudade
Elvira Nascimento foi sepultada dia 13, no Cemitério da Saudade

“Mais do que ninguém, sabia que educação, os filhos têm que aprender em casa”

Morreu aos 35 minutos do dia 13 de abril, no Hospital Regional de Franca, a senhora Elvira Barcelos do Nascimento. Tinha 84 anos. Há 40 dias, foi internada para procedimento médico simples. “Mamãe tinha um coágulo no braço, e houve necessidade de que passasse por pequena cirurgia. Infelizmente seu organismo não se recuperou como o esperado. Debilidade própria da idade avançada não lhe permitiu vencer insuficiência cardiorrespiratória que a acometeu, seguida de AVC”, disse o filho Wanir.
 
Nasceu na Fazenda Borda da Mata, filha dos agricultores Hilário Barcelos Ferreira e Eufrázia Maria de Barcelos. Foi registrada em Pedregulho (SP). Em Franca, cursou seus estudos fundamental e médio, tornando-se professora. Atuou em escolas rurais de Claraval (MG) antes de tornar-se comerciante na Joalheria Caio Silva, de Franca.
 
Casou-se com Oswaldo Roberto do Nascimento, à época inspetor do Banco Moreira Salles/Unibanco, de Franca. Do enlace, três filhos (Wanir Roberto, ex-gerente dos bancos Crédito Real, Mercantil de São Paulo e Unibanco, hoje, assessor de diretoria da MSM Produtos para Calçados, casado com Sônia Maria do Nascimento; Wander Roberto, gerente aposentado do Banco do Brasil, casado com Solange Ferreira Lemes; José Roberto Neto, o Beto, gerente aposentado do Banco do Brasil, casado com Cláudia Garcia do Nascimento), e três netos, Guilherme, Rodrigo e Natália.
 
Com seis anos de casamento, uma tragédia se abateu sobre ela e os filhos, o marido e pai, vitimado por acidente automobilístico, morreu. Viúva, mas determinada e focada, se tornou pai e mãe dos filhos que cresciam. “Mamãe foi uma mulher guerreira como poucas. Procurou a Caio Silva, onde já havia trabalhado, contou seu drama e imediatamente foi readmitida, e como gerente, por sua experiência anterior e pela confiança nela depositada pelo fundador da empresa”, disse Wanir. Trabalhou lá por 22 anos. Para completar o orçamento doméstico, bordou milhares de mangas de camisetas com os nomes de escolas que, naquela época, os estudantes em seus uniformes.
 
“Passava todo o dia no trabalho. Em casa éramos cuidados por vovó Eufrázia com zelo e carinho. À noite, mesmo cansada, mamãe jamais deixou de nos reunir, conversar sobre os acontecimentos do dia, saber de nossas vitórias e dificuldades na escola, verificar no que podia nos ajudar. Dela, por herança, recebemos lições de simplicidade, honestidade e amor ao próximo. Foi pai, mãe e amiga, sempre nos orientando para o bem. Foi severa quando precisou ser. Mais do que ninguém, sabia que educação, os filhos têm que aprender em casa. Lições supremas para nós aconteceram quando ela passou a nos levar em visitas a idosos asilados. Mostrou-nos, na prática, as dificuldades da vida e ensinou sobre a força que deveríamos interiorizar para sermos felizes e proativos em nossas vidas pessoal, familiar e profissional”, disse Wanir.
 
Filhos crescidos e já trabalhando (Beto, o mais novo, ingressou no Banco do Brasil aos 14 anos, como contínuo, e chegou à gerência), finanças domésticas melhor enfrentadas, Elvira pôde, enfim, dedicar-se, por mais tempo, a causas que muito a orgulharam: a Apae e roupeiros de igrejas católicas, a Santo Antônio entre elas.
 
Seu velório aconteceu no São Vicente de Paula. Lá estiveram irmãos de maçonaria de Wanir (que foi Venerável da Loja Maçônica Três Colinas) e de Beto (da Loja Maçônica São Paulo), familiares e amigos. “Muitas pessoas se manifestaram publicamente. Na pessoa de dona Mariinha Puglia Botelho, amiga de muitos anos de Elvira, a família agradeceu aos que lhe levaram conforto. O sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu dia 13, 16 horas, no Cemitério da Saudade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários