Na época das grandes navegações, Portugal conquistou inúmeras colônias e o idioma português foi influenciado pelas línguas faladas nesses lugares. No Brasil, os índios ensinaram o seu dialeto aos portugueses que, mais tarde, passaram a se comunicar nessa “língua geral”. Por volta de 1650, a língua geral do Brasil era mistura de tupi e português. Chamava-se nhengatu.
Muitas palavras de origem indígena se mantêm em nomes de utensílios, objetos, comidas, crendices, seres fantásticos, moléstias, fenômenos naturais, nomes de lugares, nomes de pessoas e outros nomes próprios, espécimes da fauna e da flora, frases feitas e ainda termos de uso geral. Vamos ver alguns exemplos.
Animais
Aves: jacu, urubu, seriema
Insetos: saúva, pium
Peixes: baiacu, traíra, piaba, parati, lambari, piranha
Répteis: jararaca, sucuri, jabuti, jacaré, jibóia
Outros animais: tamanduá, capivara, jacaré, sagui, jabuti, quati, paca, cutia, siri, tatu, arara
Frutas: Cajá, mangaba, jenipapo, maracujá e abacaxi,
Árvores: copaíba, embaúba, jacarandá, jatobá
Lugares
Aratuípe: “rio dos caranguejos”
Comandatuba: “feijoal”
Jacareí : “rios dos jacarés”
Jundiaí: “rio dos bagres”
Pavuna: “lagoa escura”
Paraíba: “rio ruim”
Sergipe: “no rio dos siris”
Una: “rio preto”
Araraquara: “formigueiros de arará”
Boracéia: “dança”
Butantã: “chão duro”
Caraguatatuba: “gravatazal”
Itaim: “pedrinhas”
Ipiranga: “rio vermelho”
Itaquaquecetuba: “lugar onde há muita taquara-faca”
Jabaquara: “esconderijo de fugitivos”
Jaguariúna: “rio preto das onças”
Moji-Mirim: “rio pequeno das cobras”
Piracicaba: “lugar onde chegam os peixes”
Paranapiacaba: “mirante do mar, lugar de onde se vê o mar”
Ubatuba: “lugar onde há muita cana para flechas”
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