“Exemplo de trabalho, honestidade e solidariedade, nunca abriu mão de ajudar quem precisasse”
Morreu no dia 10 de abril, 12h15, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, Dorival Alves dos Reis, aos 68 anos. Em 19 de março, deslocando-se de motocicleta em direção à sua casa, teve a frente cortada por cão e foi obrigado a desviar. A roda da frente se chocou com buraco e Dorival sofreu queda. Aparentemente apenas com escoriações, foi pela insistência de seus familiares que decidiu ir ao PS “Álvaro Azzuz”. Lá teve constatada lesão que gerou coágulo no pulmão, e foi medicado. No domingo, 3 de abril, tomado por crise respiratória, foi novamente levado ao PS e, depois, internado na Santa Casa. Estabilizado, permaneceu em observação até dia 8, sexta-feira. Recebeu alta. No domingo, dia 10, nova crise, nova internação e a morte. Como causa, segundo o atestado de óbito, infarto do miocárdio. “Papai tinha diabetes e convivia com pressão alta. Tomava seus remédios de uso contínuo e nunca sofreu nada que o impedisse de ser dinâmico e trabalhador”. disse o filho Dennis.
Dorival nasceu em Pains, região de Formiga (MG). Perdeu o pai ainda jovem. Convenceu a mãe a seguir com ele para Franca, em busca de oportunidades de trabalho e estudo. Assim fizeram. Foram morar na Vila Raycos, perto dos pais dela.
Trabalhou como encanador, mas sua vocação estava na eletricidade. Inscreveu-se no Senai. “Depois de alguns anos, formou boa clientela e, mais tarde, fez outros cursos na área, em Ribeirão Preto, e foi se especializando e consolidando excelente clientela. Trabalhei com ele por vários anos antes de ser aprovado em concurso e me tornar funcionário público em Franca”, disse o filho.
Dorival conheceu Maria Tereza Marques dos Reis, filha de vizinhos de Vila Raycos. Casaram-se e viveram 37 anos em família até a morte dele. Dennis, o único filho deles, se casou há um ano e três meses com Débora Barcellos dos Reis. “Minha história é parecida com a de papai. Conheci minha mulher quando trabalhava como auxiliar dele. Ela é filha de Antônio de Pádua Carvalho Lopes, o Toninho, funcionário da loja Bianco de materiais elétricos, uma das empresas onde nos abastecíamos de insumos para o trabalho. Papai e Toninho tinham sólida amizade. Ele se tornou meu sogro”, disse.
“A morte de meu pai, da forma em que aconteceu, jamais poderíamos esperar. Toninho fez questão de nos auxiliar, responsabilizando-se pelas despesas de velório e sepultamento. Essa é a oportunidade para agradecer-lhe publicamente. Que saiba do bem que lhe queremos e do valor que demos a seu gesto desprendido em memória de meu pai”, disse Dennis.
“Excelente marido e pai, foi exemplo de trabalho, honestidade e solidariedade. Nunca abriu mão de ajudar quem precisasse. Quantas vezes o vi deixar seu repouso noturno para atender quem bateu à porta de nossa casa por enfrentar problemas elétricos. Sempre com um sorriso no rosto, não descansava enquanto ‘a luz não voltasse’. A maioria das vezes sabia que as pessoas não tinham condições de pagar, mas não fazia questão. Esta também é oportunidade para dizer do desprendimento dele em relação a quem tinha menos ainda que ele”, disse o filho. “Meu avô, pai dele, morreu muito jovem, e não me pegou no colo. Também meu pai não teve a chance de ‘acarinhar’ filhos que meu casamento haveria de lhe dar. É minha única tristeza”, concluiu.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo, sala 7. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Santo Agostinho, dia 11 de abril, 10 horas.
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