Causam muito incômodas notícias de que, para fazer frente ao impeachment da presidente, apesar da crise e cofres vazios, o governo abre as burras do erário para deputados que se dispuserem a votar contra o afastamento.
A promessa de liberação antecipada de emendas parlamentares ou decretação de obras e serviços para os quais não há dinheiro, são ações criminosas.
O PT, cujo discurso na oposição era de moralidade, esqueceu o que pregou para chegar ao poder. Hoje, recorre a expedientes inacreditáveis para se manter.
Não deveria ter cometido as irregularidades que dão causa ao processo de destituição.
Mesmo que de alguma forma se safe, será difícil para Dilma governar. Não há mais base parlamentar e sua popularidade se desfez.
Infelizmente, desde a Constituinte de 1988, o regime tem sido ‘é dando que se recebe’. Tornou-se hábito os vencedores comprarem o apoio dos perdedores. Acabou a representação popular decente.
A gama de escândalos é a prova de que vivemos uma democracia sui-generis, onde o custeio das atividades políticas não resiste a uma análise mais séria.
Recursos públicos têm sido desviados para comprar apoio político dos ditos democratas, ao mesmo tempo em que o povo padece por falta de serviços básicos que o Estado tem o dever de prestar, mas não executa ou o faz muito mal.
Passado esse difícil momento, o Tribunal de Contas da União e outros órgãos fiscalizadores têm o dever legal e cívico de analisar tudo o que se noticia estar fazendo o governo com os recursos públicos, para evitar o impeachment.
Aquilo que caracterizar barganha precisa ser prontamente abortado, em nome da moralidade administrativa e do interesse público.
Os recursos do Tesouro devem ter a exclusiva finalidade de servir ao público. Se tiverem outra destinação será sempre crime...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.