Criança se corta em ferro exposto na gangorra de parque


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Ferro em gangorra que causou ferimento em menino. Ele cortou a barriga ao se desequilibrar
Ferro em gangorra que causou ferimento em menino. Ele cortou a barriga ao se desequilibrar
Locais de lazer que viraram ambientes de riscos. Essa é a situação de diversos parquinhos em praças da cidade. Um menino de 9 anos comprovou isso da pior maneira: ele sofreu um corte ao brincar em uma gangorra, na praça da Capelinha. “Meu filho estava em um passeio da escola e foi brincar nessa gangorra, ele se desequilibrou e cortou a barriga em um ferro pontiagudo. Podia ter sido pior, porque esses brinquedos são totalmente impróprios. Mas se não for tomada uma providência, algo mais grave pode acontecer”, disse a mãe do menino, a escritora Camila de Souza, 31. O caso aconteceu na segunda-feira e ontem ela registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher.
 
Ela ficou revoltada ao ver o filho machucado em aparelhos que deveriam ser seguros. “Moro perto do parquinho e vejo que sempre tem um brinquedo quebrado, se for para não fazer manutenção é melhor deixar sem parquinho”, disse a mãe.
 
Ela disse que não tem o hábito de deixar o filho brincar no local, devido ao estado dos brinquedos de madeira instalados, mas preocupa-se com o fato de outras crianças se machucarem. “Vão esperar uma criança morrer em um brinquedo para consertarem?”, disse indignada.
 
Após o acidente, a mãe levou o garoto ao Pronto-socorro Infantil, onde não encontrou vacina contra tétano. “Depois descobri que a última vacina antitetânica que ele havia tomado ainda estava valendo, mas se não fosse assim, além de machucar ele poderia ficar doente”, disse.
 
O caso expõe o descaso em diversas praças da cidade. Ainda na área da Capelinha, além dos brinquedos danificados, os frequentadores reclamam de lixo e falta de poda na grama. Colchões de espuma, embalagens de plástico e papelões estão jogados pela praça. “A gente vem aqui para descansar e vê essa sujeira, não tem ninguém para limpar praça, aí fica esse desleixo”, disse o motorista Fabiano Lourenço, 40.
 
No Jardim Consolação, em uma praça no cruzamento da rua Frederico Ozanan com a Cuba, a falta de manutenção também afasta os moradores do ponto de lazer. “Vim passear com meu filho, mas não deixei ele brincar porque tem garrafa quebrada no chão e os brinquedos são sujos e sempre têm pregos soltando”, disse o representante comercial Fabrício Honório, 37. Em um dos brinquedos era possível notar a falta de hastes de ferro, que inutilizavam o aparelho. A praça também tinha bancos quebrados e lixo espalhado na grama.
 
A praça perto do Senac, na Vila Teixeira , é outra que apresenta problemas de conservação. O parquinho está com balanços arrancados, a quadra tem buracos no alambrado e traves e tabelas estão velhos. Para os moradores da região, alguns danos resultam de atos de vandalismo. “Faz tempo que foi quebrado e não consertaram. Muitas vezes, as pessoas fazem um mau uso dos brinquedos e acabam quebrando”, disse o morador Luís Garcia, 24. Outro ponto com instalações de madeira, a praça Zumbi dos Palmares, também está com aparência de abandono devido ao mato alto, brinquedos desgastados e lixo.
 
Consertos
A Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente informou, via assessoria de imprensa, que faz manutenção periódica nas praças e que, no caso da Capelinha, enviará um responsável para avaliar a situação e retirar o equipamento em situação de risco, se necessário. Disse, também, que irá visitar e fazer os reparos nos outros pontos.
 

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