Morreu às 9 horas de hoje, dia 12, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Dirce Ribeiro de Mello. Tinha 91 anos. Na madrugada de sábado para domingo, em casa, enfrentou problemas respiratórios. Foi atendida pelos socorristas da Health Móvel, estabilizada e levada ao Hospital do Coração, com recomendação de aprofundamento de exames. Lá, verificada a gravidade do quadro de saúde, Dirce seguiu a internação na Santa Casa. Portadora de Alzheimer e apenada pela idade, enfrentou falência múltipla de órgãos e morreu.
Há dois anos ficou viúva de José Francisco de Mello. Foram 68 de casamento, três filhos (Lúcia Helena, falecida, casada com Durval Borges da Silva; José Carlos, casado com Marilei; Lucélia). O casal também adotou como filha, Gisele. Dos enlaces dos filhos, Dirce e José tiveram três netos, Márcio Henrique, Maristela, casada com Cristiano de Souza; e Jéssica.
“Mamãe foi líder durante toda a sua vida”, disse Lucélia. “Tinha olhar social, capaz de enxergar as necessidades das pessoas. Ficava amargurada se não tinha como ajudar gente de seu círculo de relacionamento com problema. Não descansava enquanto não fizesse algo”, disse Lucélia.
Talentosa, foi bordadeira e costureira. “Ela se formou na tradicional Escola Industrial. Com muito talento, conquistou clientela e trabalhou até o casamento. Aí, dedicou-se somente à casa e à criação dos filhos. Foi esposa presente e amiga, mãe e avó que mimou cada um de seus familiares”, disse Lucélia.
Gisele concordou. “Ela foi me buscar em orfanato, ainda muito pequena. Tornou-se minha mãe de fato, me criou, me passou os mesmos valores que deu aos filhos. Eu a chamava de ’vó’, como seus netos faziam, e ela gostava que fosse assim. Era insubstituível e só deixou bons exemplos”, disse ela.
Religiosa, Dirce Mello integrou vários grupos de oração. Organizava, conduzia, estimulava a todos a prática de piedade e respeito ao próximo. Fez diferença, também, na vida de bom número de crianças carentes de instituições filantrópicas. “Todos os anos, ela amadrinhava um desses pequenos. Ficava por perto, ajudava no que podia. Sei que fez diferença na vida deles, e sempre para o bem”, disse Gisele.
“A principal lição que mamãe nos deixou foi a certeza que famílias que praticam a união, independente de bons e maus momentos, são capazes de resolver quaisquer problemas. Ela ensinou, praticou e nos fez praticar. Esteve sempre certa”, disse Lucélia.
O velório tem espaço no São Vicente de Paula, sala 8. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, se dará amanhã, dia 13, 10 horas, no Cemitério da Saudade.
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