Prefeito Alexandre Ferreira quer criar 70 cargos para UPA


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Prédio da Upa do Jardim Anita: para vereadora, pressa na aprovação dos cargos se dá porque está na época das eleições
Prédio da Upa do Jardim Anita: para vereadora, pressa na aprovação dos cargos se dá porque está na época das eleições
Não poderia haver momento mais inoportuno. Na mesma sessão em que será apresentado o relatório final da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apontou graves problemas no setor de saúde pública do município e que recomenda a abertura de processo de cassação contra Alexandre Ferreira (PSDB), a bancada governista tentará votar, em regime de urgência, hoje, projeto que autoriza a Prefeitura a criar 70 empregos, justamente, na área de saúde. A oposição promete fazer barulho e denunciar irregularidades na proposta.
 
O projeto de autoria do prefeito foi protocolado no final da manhã de ontem e Alexandre pediu urgência na sua tramitação. O texto prevê a criação de um cargo de médico de saúde ocupacional, 39 técnicos de enfermagem,12 cargos de auxiliar de saúde, 5 de enfermeiros, um farmacêutico,8 técnicos em raio x, e dois técnicos em informática e dois motoristas. 
 
Alexandre Ferreira alega que os cargos são necessários para o funcionamento e atendimento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, construída na zona oeste de Franca, embora o projeto preveja a criação de apenas um cargo de médico. “O início deste pronto atendimento será de extrema importância para suprir a demanda hoje focada no combate à dengue, zika e chikungunya, bem como na eliminação da gripe H1N1”, escreveu o prefeito para justificar o pedido de urgência.
 
DATAS
A UPA do Jardim Anita começou a ser construída em agosto de 2013 e deveria ter sido entregue à população em 30/07/2014. 
 
Em janeiro, a Prefeitura prorrogou, pela segunda vez, em cinco meses, o prazo para a construtora concluir os serviços. A nova data de entrega coincidirá com o período de abertura da campanha eleitoral. Vizinhos dizem que as obras estão prontas faz tempo e que operários não são vistos no prédio desde o final do ano passado. “Está claro que deixaram para entregar a UPA na época das eleições. É muito estranho o prefeito, agora, vir pedir urgência para criar os cargos e jogar a responsabilidade em cima dos vereadores”, disse Valéria Marson (PSD).
 
A vereadora disse que o texto do projeto não esclarece dúvidas e que a eventual aprovação em regime de urgência será um erro por parte da Câmara. “O prefeito não informa como os novos cargos serão preenchidos, se por concurso público ou por contratação. Os cargos serão temporários ou permanentes? As dúvidas precisam ser esclarecidas. Precisamos avaliar com muito critério, pois o impacto financeiro da criação será de R$ 4,6 milhões somente este ano”, finalizou.
 
 

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