Segunda-feira, 11. Sol, calor, multidão e falta de profissionais. A combinação de fatores foi explosiva para o dia no pronto-socorro infantil “Magid Bachur Filho”. Centenas de pessoas tiveram que enfrentar muita confusão para serem atendidas por um dos cinco médicos que prestavam consultas por lá, por volta das 14 horas. O jornalista Leandro Vaz e o vereador e radialista Marcelo Valim (PSD) estiveram no local e conversaram com dezenas de pacientes que narraram os problemas. “Está muito cheio. Está lotado. É a segunda vez que vim hoje e não consegui atendimento. Não dá para esperar. Vou tentar numa UBS. Aqui não tem como”, disse uma mãe que seguia para casa.
Ao entrar na sala de espera muito calor, choro de crianças e revolta. Várias mães irritadas pela falta de atendimento xingavam a espera de ajuda. Com o filho no colo, uma jovem desabafou. “Desde às 11 horas eu estou aqui e a minha ficha ainda não chegou lá dentro”.
Outra mãe, desde sábado, com o filho com febre, não conseguia atendimento. “E se ele morrer? A febre passou dos 40 graus”, disse.
A mãe de um menino que caiu no sábado e bateu a cabeça se desesperou. “Eles me mandaram embora. O menino está com trauma na cabeça e a gente não consegue uma internação. Eu preciso disso para ficar tranquila. Eles têm que ter vergonha na cara. Olha o tanto de gente que tem aqui”.
Valim e Vaz conseguiram entrar nos corredores do PS e a situação era tranquila, diferente do registrado na espera que levava horas. Um dos médicos, que foi identificado como Márcio, ficou revoltado com a presença da equipe e esbravejou. Os guardas que faziam a segurança tiveram que intervir.
Um dos diretores dos PSs, chamado Lucas, que não estava no infantil e sim no “Álvaro Azzus”, atendeu o vereador Marcelo Valim, e proibiu a entrada de Leandro Vaz. Ele afirmou que haviam cinco médicos no pronto-socorro e que a situação estava complicada. Lucas afirmou que pediu ajuda à Secretaria de Saúde para enviar mais um médico. Segundo ele, haviam 365 pessoas aguardando atendimento.
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