Em maio de 2002 escrevi ‘Uma ideologia para o Lula’, artigo com previsões nada douradas para o país. Na época, Lula estava virtualmente eleito. E estava filiado ao PT. O partido era o detentor da moral e da ética na política, e eu acreditava. Mas o PT mudou. Testemunhei de perto quando participei da administração petista de Catanduva, minha cidade. Vi a corrupção lenta e gradual dos companheiros.
O silêncio do Lula já era perturbador, prenúncio que viraria ditador e ímprobo. No artigo, eu alertava da importância dos jornalistas para evitar isso. Em 2004, o senador Jefferson Peres denunciou o processo de mexicanização do Brasil. Viu sinais quando Lula criou milhares de cargos no governo federal para sequestrar o Estado. Visava permanecer 70 anos no poder cooptando a imprensa e criando ‘legião estrangeira’ dentro do Congresso: o Poder do Dinheiro.
Hoje, depois de Mensalão e Petrolão, a pergunta inverteu-se: alguém ainda acredita que o Lula e a Dilma sejam realmente honestos? Lula até gosta de se mostrar como pobre vencedor, que chegou lá, ficou rico... Mas o clã ficou muito, mas muito rico mesmo! E não tem como justificar, já que foi torneiro mecânico, sindicalista e político... Ser político enriquece alguém honestamente? Os fatos mostram que sua alma não é de pobre, e que já não se importa com pobres.
Após 13 anos de poder, o analfabetismo voltou a crescer, a corrupção grassa, uns poucos amigos empresários enriqueceram superfaturando e recebendo vultosos empréstimos subsidiados. Familiares dele fazem negócios milionários. Os filhos gênios!
A divulgação das escutas do Lula pelo juiz Moro foi ação republicana e ética. Talvez se questione a legalidade, mas as gravações nos remetem a crimes contra o Estado que não podem ficar impunes.
Nos foi revelado que a alma que se diz mais honesta não passa de alma penada, que foge do Moro como se ele fosse a cruz, e convoca peões para serem bucha de canhão.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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