Assaltos violentos disparam e levam medo a francanos


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Imagem de janeiro mostra ladrão, com capacete, rendendo caixa de um supermercado no Jd. Redentor. Ele fugiu
Imagem de janeiro mostra ladrão, com capacete, rendendo caixa de um supermercado no Jd. Redentor. Ele fugiu
A empresária Suely Moreti comanda há três anos uma farmácia no Recanto Elimar, na zona Sul de Franca, porém nos últimos meses tem trabalhado com medo e desconfiada de todos que entram no estabelecimento. O motivo não tem relação com a clientela, mas sim com o aumento de assaltos registrados na cidade. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, somente entre janeiro e fevereiro desse ano, o número de roubos, com ameaças às vítimas, chegou a 145 casos, o equivalente a uma média de dois por dia. No mesmo período do ano passado, foram 85 ocorrências do tipo.
 
Para Suely, o sentimento de insegurança está presente em toda a cidade. No caso dela, essa sensação piorou depois de ser assaltada três vezes em menos de um ano. Em todas as ocasiões, o crime aconteceu à luz do dia e com os bandidos armados. O último roubo ocorreu no dia 11 de fevereiro, ao meio dia. A proprietária e mais uma funcionária estavam no balcão da farmácia quando três indivíduos entraram no estabelecimento e, diante de ameaças, pediram dinheiro e os celulares das duas. “Eles chegaram do nada e mostraram a arma. Tudo durou no máximo quatro minutos, mas foi terrível. A gente fica sem saber o que fazer”, disse Suely. Além de R$ 40 e celulares, os bandidos levaram diversos produtos de perfumaria, como shampoos e tinturas. “De verdade, não somos nada. Não podemos reagir. Ficamos nessa insegurança, sem saber quando pode acontecer novamente”.
 
O medo também persegue a proprietária de uma padaria no Jardim Aeroporto II, que apenas nesse ano teve o estabelecimento assaltado em três ocasiões. “Isso traz uma revolta. A gente não consegue trabalhar sossegada. Fico com medo e muito preocupada”. No último roubo, os bandidos chegaram encapuzados, por volta das 15h30, e renderam a balconista. Um dos indivíduos portava um revólver calibre 38 e levou do caixa R$ 100, além de maços de cigarro e isqueiros. O trio fugiu correndo pela avenida do bairro.
 
Segundo o levantamento da Secretaria de Segurança, em janeiro foram registradas na cidade 73 ocorrências do gênero. Em fevereiro, a violência continuou em alta e o mês fechou com apenas uma ocorrência a menos. Comparado aos dois primeiros meses do ano passado, esse tipo de crime cresceu 71,4%. 
 
As estatísticas mostram ainda que a violência está alastrada por todas as regiões da cidade, mas a região do 5º Distrito Policial, que compreende o Parque Vicente Leporace e bairros adjacentes, lideram os roubos.
 
Ações
Em nota, a Polícia Militar informou que “está atenta ao aumento no índice de roubos registrados na cidade de Franca e já adotou providências voltadas ao controle e combate a este tipo de delito, com ações específicas nos locais de maior incidência”. 
 
A PM também reforçou alguns cuidados para a população com o objetivo de prevenir esses tipos de ações. Entre eles estão evitar abrir a carteira na frente de estranhos, permanecer nos estabelecimentos somente o tempo necessário, evitar locais ermos, fazer pagamentos ou transações por internet e estar atento a pessoas com atitudes suspeitas.
 
Responsável pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil de Franca, o delegado Daniel Radaeli disse, em entrevista no começo deste ano, que a polícia está atenta ao aumento dos crimes e já elaborou um mapa da violência, no qual se baseia para montar as operações especiais. “Estamos acompanhando esses números e agindo nos locais em que há maior concentração de ocorrências. Vamos aumentar o número de operações especiais de combate ao crime”, disse o delegado.
 

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