Morreu no dia 7 de abril, quinta-feira, 17 horas, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), a senhora Leonor Bellotte Soares. Tinha 81 anos. Ao final de março, penalizada por desconfortos físicos, passou por série de exames que apontaram problemas no pâncreas. A família optou por conduzi-la ao Hospital da Clínicas de Ribeirão Preto quando se constatou que o tratamento necessário — procedimento endoscópico de intervenção no pâncreas — , não se realizava em Franca. ‘Internamos mamãe no HC no dia primeiro de abril. O procedimento era simples, mas o estado de debilitação física que ela enfrentava não permitiu recuperação rápida. Atingida por infecção, sofreu paralisação dos rins seguida de falência múltipla de órgãos e sua morte, para infinita tristeza nossa’, disse Wilson, seu filho.
Leonor era francana. Deixou, viúvo, Carlos Vieira Soares, depois de 60 anos de casamento. Do enlace, quatro filhos (Nanci, falecida; Wilson, profissional de tráfego aéreo no Aeroporto ‘Leite Lopes’, de Ribeiro Preto, casado com Regina; Luci, falecida; Roseli) e cinco netos (Vinícius, Giovani, Jefferson, Jéssica, Ana Carolina).
Leonor e Carlos se conheceram na década de 50, namoraram e noivaram. Preocupado em buscar a segurança que queria para ambos, ele decidiu tentar a vida na capital paulista, e o fez com o aval dela. Em São Paulo, ingressou na Guarda Civil e começou a trabalhar. Garantidos, casaram-se em 1956 e foram residir em São Paulo.
Wilson conta. ‘Quando aconteceu a histórica fusão entre a Guarda Civil do Estado e a chamada Força Pública, dando origem à Polícia Militar do Estado de São Paulo, papai foi promovido a sargento. Em 1975, foi transferido para a PM de Franca e levou a família consigo. Mamãe seguia centralizando nossas vidas. Guardava, a todos nós, ‘debaixo de suas asas’. Quando manifestei o desejo de ir para a Aeronáutica, ela, mesmo preocupada por ter um dos filhos longe, apoiou como pode. Nunca houve nada com que tivéssemos que nos preocupar. Ela era onipresente. Tornou-nos a todos, ‘mal-acostumados’ e, preciso dizer, sempre gostamos muito disso’.
O carinho e o respeito de Wilson, igual ao carinho e respeito de todos quantos conviveram com Leonor, o filhos registrou em seu Facebook, no dia do falecimento dela. ‘Acabo de ver minha mãe ir para os braços do Pai. Era uma das poucas Amélias que ainda existiam. Foi mãe, amiga, companheira, dona de todos os predicados possíveis e imagináveis. Agora está junto d’Aquele que nos colocou neste mundo, na Glória de Deus e junto de minhas outras irmãs’.
No dia da morte, Leonor continuava sem pensar em si. ‘Wilson, não permita que seu pai sofra por mim. E vocês, meus filhos lindos, não o abandonem’. Segundo o filho, será muito difícil suplantar sua ausência. ‘Era dessas mães que colocavam a comida no prato para cada um da família, levava-nos toalhas para o banho, dava-nos carinho, conforto, compreensão, presença, conselhos. Meu pai estava certo ao clamar, no dia do sepultamento, sobre o que seria de nós daqui em diante. Como sei que ela gostaria que se desse, vamos nos unir ainda mais. A dor da saudade estará em cada pequeno detalhe do que ela fazia por nós, e agora, não mais. Suplantar será nossa eterna batalha. Consolo só Deus nos dará. Estará, também, nas oportunidades de darmos a nossos filhos e netos, pelo menos um pouco do muito que ela nos deu, e nos ensinou’, concluiu Wilson, emocionado.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, dia 8, 16 horas, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério da Saudade.
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