Ataraxia


| Tempo de leitura: 1 min
Não. Não se trata de termo ofensivo. Ataraxia é uma palavra de origem grega, cujo significado principal é equilíbrio. Diriam os orientalistas referir-se ao ideal supremo de felicidade, de imperturbabilidade. Seria o tão buscado estado zen para a alma humana. 
 
Para Miriam Goldenberg (Folha de S. Paulo, de 26/01.16), é ‘...um estado lúcido e tranquilo, caracterizado pelo equilíbrio emocional, pela tranquilidade da alma e pela ausência de preocupação, de inquietude, de ansiedade. Vale dizer, um estágio evolutivo que nasce, iniludivelmente, da fé em Deus e na Sua Justiça. 
 
Num mundo de expiação e provas, como o nosso, onde ainda prevalece o mal, tornarmo-nos ataráxicos constitui desafio praticamente invencível. 
 
Tal condição não se atinge de uma hora para outra, mas depois de longo e perseverante esforço na busca da autoiluminação. 
 
Por isso, no Espiritismo, o que conta é a transformação moral do indivíduo, que tem na caridade o único meio de elevar-se, enxergando no semelhante, um irmão. 
 
A consciência da evolução impõe-nos dura jornada porta adentro de nós mesmos, buscando a sublimação do ser, o que demanda inumeráveis reencarnações. Não nos tornamos santos da noite para o dia. 
 
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XVII, ‘Sede Perfeitos’, Allan Kardec nos exemplifica, particularmente na lição ‘O Homem de Bem’. Ali, estão sumariadas as virtudes que tipificam o indivíduo que, por esforço próprio, conseguiu amealhar os valores morais que o fazem verdadeiramente ataráxico. 
 
Muitos ainda questionam a possibilidade de atingir-se a maturidade espiritual. 
 
Realmente, não é fácil, porque requer esforço e perseverança num combate sem tréguas contra nossas imperfeições. 
 
Mas, não olvidemos que a meta do espírito é fazer-se efetivamente feliz, retornando ao Criador, consciente de que, para a caminhada, urge que demos o primeiro passo. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários