As condições do asfalto da rodovia Cândido Portinari têm gerado reclamações pelo risco de acidentes. Ranhuras no asfalto, remendos, falta de “olhos de gato” e sinalização insuficiente na via e perto das obras de duplicação estão entre os problemas relatados por motoristas.
Os usuários reclamam que uma máquina fez uma “raspagem” no asfalto, há meses, mas o serviço não foi concluído. As intervenções começam no trecho da saída de Franca para Ribeirão Preto e cerca de 20 quilômetros estão com sulcos ao longo da pista, o que causa instabilidade, principalmente para motociclistas. “Parece que o pneu está furado, porque a moto balança muito. Moro no Leporace e uso a muito a Portinari, pois tento pegar menos movimento de veículos para ir para o Centro da cidade”, disse o motociclista Devanir Lopes, 49. A rodovia é caminho para entrar em outros bairros também, como Santa Terezinha e Paineiras, o que faz a pista ter um grande fluxo.
Para quem usa a rodovia com frequência, o estado do asfalto traz insegurança. “Ando entre as cidades de Guará, Jeriquara e Franca de moto e sinto tremer em vários trechos. A pintura está apagada e falta ‘olho de gato’ em muitas partes”, disse o cobrador Nelson Eduardo da Mata, 41. De acordo com os usuários da rodovia, alguns “olhos de gato” foram retirados por causa dos serviços na Portinari.
O posto Paineirão fica próximo a esses trechos problemáticos. Nessa área, obras de duplicação aumentam os riscos de acidente, pela poeira e sinalização considerada ineficiente. É comum acontecerem colisões entre veículos e atropelamentos. Em fevereiro deste ano, por exemplo, uma mulher morreu ao tentar atravessar a pista nas proximidades do posto. “Há menos de dois meses vi uma batida de moto aqui na frente. À noite, ou quando chove, fica ainda mais perigoso”, disse o frentista Rhans Muller, 28. Segundo o funcionário, até para entrar no posto as pessoas encontram dificuldades devido à falta de sinalização, ele considera que deveria haver mais cones e iluminação.
Os motoristas também se queixam de buracos e remendos na Portinari, que já está com aparência de “colcha de retalhos”, em algumas partes. “Quem anda pela rodovia enfrenta dificuldades e depois que começaram essas obras, piorou. Escolheram uma época muito ruim, porque toda vez que chove os serviços precisam parar”, disse o funcionário público aposentado Edmilson Mio, 70.
Respostas
A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) informou, via assessoria de imprensa, que a rodovia está passando por recapeamento nesses trechos com ranhuras, que estão sob concessão da Autovias. Uma primeira parte desse serviço, que fica no sentido sul, deve ficar pronta em agosto e o restante, referente ao sentido norte, será concluído em outubro.
De acordo com a concessionária, há trechos onde o asfalto antigo foi retirado e a base recebeu fresagem, que são esses sulcos. Trata-se de uma etapa para que o novo asfalto seja colocado, e em algumas partes foi realizada uma pintura provisória.
O DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que atua na duplicação da Portinari, disse que o término das obras está previsto para setembro de 2016 e, na avaliação do órgão, a sinalização está “adequada”.
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