Novo padre da Capelinha programa reforma na igreja


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Frei Gracione Augusto está à frente da Capelinha há dois meses e se organiza para reformá-la
Frei Gracione Augusto está à frente da Capelinha há dois meses e se organiza para reformá-la
Desde o dia 13 de fevereiro, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a Capelinha, tem um novo pároco. Capixaba da cidade de Castelo, frei Gracione Augusto Alves tem 32 anos e há seis foi ordenado padre da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Com espírito jovem e uma metodologia que visa sempre estar perto do povo, frei Gracione já traçou planos para a paróquia e quer, além de trabalhar a questão missionária e pastoral, reformar a Capelinha. “A ideia é fazer a reforma física da igreja. Trocar telhado, parte elétrica, pisos, bancos, renovar a pintura”, disse o frei.
 
Para começar a obra, o frei quer antes reforçar a Pastoral do Dízimo. “Agora não temos tantos recursos, por isso ficou decidido que faremos um trabalho de conscientização para reforçar o dízimo, depois, a previsão é começar os trabalhos após a festa de Nossa Senhora Aparecida, em outubro”, adiantou.
 
Segundo o pároco, para a obra será necessário fechar a igreja e transferir as celebrações para o salão paroquial. Ainda não há uma projeto definido sobre o que será feito e tampouco o valor a ser gasto, mas frei Gracione revela não se tratar de uma obra rápida. “Iremos preservar as características arquitetônicas da igreja, mas fora isso vamos mudar a pintura e a iluminação, para deixa-la mais clara. Vamos reformar os vitrais e pensamos, também, se for possível, em afastar um pouco o altar para aumentar a capacidade da igreja”.
 
Fora a parte física, o frei também deseja descentralizar as atividades da matriz e valorizar mais as comunidades paroquiais. Trabalhar a área pastoral e trazer novas lideranças para a paróquia também está entre seus planos. “Vamos aproveitar o que já temos, mas trabalhar a formação de novas lideranças, trazer outras pessoas para assumir ministérios e pastorais”.
 
Ordenado aos 26 anos, frei Gracione diz que muitas pessoas estranham o fato de ser pároco e de envolver os jovens em funções e celebrações tradicionalmente dominadas por pessoas mais velhas. “Defendo que os jovens são importantes na comunidade, sem eles a igreja para. Pessoas de muito tempo de comunidade não dão espaço para os novos”.
 
Antes de vir para Franca, frei Gracione era padre em Muqui (cidade de 20 mil habitantes), no Espírito Santo, e ficou assustado com a notícia da transferência. “Pensei se daria conta. Aqui é outra realidade, estava acostumado a trabalhar com comunidade pequena, mas aceitei. Vi que houve uma confiança em mim”.
 

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