Agostinho Cândido da Silveira


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Agostinho Silveira foi sepultado dia 7, no Cemitério da Saudade
Agostinho Silveira foi sepultado dia 7, no Cemitério da Saudade
Morreu no dia 6 de abril, 18 horas, no Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, Agostinho Cândido da Silveira, aos 86 anos. Naquele dia, enfrentou problemas respiratórios em casa. A família o levou a atendimento médico para o que parecia ser mais uma ocasião iguais a anteriores, causadas por incontáveis anos de uso do cigarro. Exames apurados para o que, a princípio se diagnosticava como pneumonia, apontaram enfisema pulmonar em adiantado estado. O organismo debilitado de Agostinho não resistiu.
 
Nasceu na área rural de Rifaina, filho de lavradores. Cresceu na vida rude da terra. Conheceu Marcelina Gomide da Silveira, natural de Sacramento (MG), também filha de lavradores. Casaram-se. Do enlace, nove filhos (Eurípedes, casado com Deise; Vicente, casado com Márcia; Agostinho Filho, casado com Helena; Joana, víuva de Jerônimo Rodrigues da Silva; Adolfo, Maria, Sueli, casada com Adriano; Zilda, Marcel, casado com Carmem).
 
Dos casamentos dos filhos, Agostinho e Marcelina tiveram dezenove netos (Anelisa, Mateus, Ana Carolina, Janaína, Rafael, Gabriel, Dalmira, Ana Cláudia, Juliana, Silvana, Fabiana, Osvaldo, Jerônimo Filho, Ricardo, Maria Clara, Miguel, Naiara, Douglas e Beatriz) e sete bisnetos.
 
Filhos crescendo, Agostinho se decidiu por se mudar para Franca, em busca de oportunidade de trabalho continuado, carteira assinada, que lhe pudesse significar segurança para a família. Empregou-se no DER (Departamento de Estradas de Rodagem) da Secretaria de Estado de Logística e Transportes, e lá atuou por 35 anos. Encarregado de obras, participou da construção de boa parte das rodovias da região de Franca (‘Portinari’, ‘Ronan Rocha’, dentre outras), e das chamadas ‘obras de artes’ dessas vias, como pontes, trevos etc. Aposentou-se na empresa.
 
“Depois de 45 anos de vida em comum, nossos pais decidiram-se por se separar. Já éramos adultos. Ele foi morar comigo. Mamãe, com Maria. Compreendemos e respeitamos a decisão deles. Continuaram muito próximos de nós, fortemente presentes em todas as nossas necessidades. Com eles aprendemos que sermos pobres jamais poderia ser razão para tirar dos outros o que a gente não tinha. Criamos nossos filhos da mesma forma, para nunca prejudicarem ninguém”, disse o filho.
 
“Papai foi um homem honesto e digno, independente de suas deficiências. Sempre nos orientou para o caminho do bem e para o trabalho como forma decente de alcançar o que a gente quisesse. A saudade dele permanecerá sempre forte”, concluiu.
 
O velório se deu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceu no Cemitério da Saudade dia 7, 16 horas.

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