O céu de Ribeirão Preto no fim da tarde é o mais bonito de todos. As nuvens vermelhas engolem a tarde inteira dentro de um bocejar, e penduram a lua lentamente como aqueles quadros que a gente demora pra colocar na parede. O céu do dia 31 de março, especialmente, estava tão bonito que parecia ter sido pintado por canetinha de criança, aquelas que a menina molha na língua quando a tinta acaba. Eu observava tudo pela janela do ônibus, estava sentada na poltrona de número 12 que dava para o corredor, olhei para o lado e avistei uma desconhecida que verificava suas atualizações no celular, então, eu disse: “Olha! Que bonito!” apontando para fora.
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