Apoio e diagnóstico precoce são essenciais na luta contra o câncer


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Reinaldo Francisco Marcelino e a balconista Sandra Maria Domingos: lição de vida e superação no Dia Mundial de Combate ao Câncer
Reinaldo Francisco Marcelino e a balconista Sandra Maria Domingos: lição de vida e superação no Dia Mundial de Combate ao Câncer
Celebrado hoje, 8 de abril, o Dia Mundial de Combate ao Câncer foi criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para ressaltar a importância da prevenção à doença. Em Franca, o Hospital do Câncer atende1,5 mil pacientes. Para a maioria que enfrenta essa realidade, a prevenção, o diagnóstico precoce, a esperança e o apoio da família são fundamentais. 
 
Há dez anos, após sentir muitas dores, a doméstica Hercília Cândida da Silva, 52, procurou um médico. O diagnóstico veio pouco tempo depois e assustou. “Não é fácil ouvir que você está com câncer. Existe todo um medo relacionado à doença. No começo senti bastante medo, mas com fé, com o apoio de minha família e muita esperança consegui vencer e hoje realizo apenas exames de rotina”, disse ela. Porém, antes de vencer ela passou por um longo tratamento. “Realizei todas as etapas: radioterapia, quimioterapia, além da retirada da mama. Perdi os cabelos e fiquei bem abalada, mas percebi que aquilo tudo era muito pequeno perto da minha vontade de viver”, comemorou.
 
Não foi fácil para a aposentada Aparecida Cândida de Oliveira,  72 anos, descobrir em um exame de rotina um nódulo no seio. A perda recente de familiares com a mesma doença só complicou o processo. “Sabemos que não é fácil, mas temos que lutar. Hoje a medicina avançou muito e temos tudo para nos recuperar. É importante salientar o quanto o diagnóstico precoce ajuda no tratamento, assim como realizar exames de rotina e manter uma vida saudável”, disse.
 
Para os pacientes, a fé, a esperança e, especialmente a família são ingredientes essenciais para vencer essa luta. Com 69 anos, o aposentado Benedito Vicente descobriu um câncer na próstata. Agora, ele está na 18º sessão de radioterapia. “Fiquei bastante mexido com a notícia, mas logo me reergui e entreguei nas mãos de Deus. Não podemos perder nunca a esperança e a fé.”
 
“O diagnóstico precoce é muito importante. Fiquei por cinco meses cuidando em casa de uma ferida no meu nariz, que sangrava e nunca cicatrizava. Depois de muita insistência de amigos fui atrás de um médico e descobri o câncer de pele. Já comecei o tratamento e agora faço questão de contar para as pessoas sobre a importância de se cuidar, antes de qualquer coisa. Quando descobrimos que temos câncer a única opção é não desanimar e lutar, pois apesar de todas as dificuldades, podemos vencer”, disse a balconista Sandra Maria Domingos, de 54 anos.
 
Apoio
Em meio às lutas diárias com os tratamentos, os pacientes do Hospital do Câncer de Franca contam com vários “anjos”. 
 
Entre eles, os integrantes do Centro de Voluntários da Saúde de Franca, ONG que há quase 15 anos realiza trabalhos diversos no Hospital do Câncer e tem, como objetivo “atuar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares como agente de transformação social e solidariedade humana”. E, também, os voluntários do Iansa (Instituição de Apoio Nossa Senhora Aparecida), local que oferece refeições e espaço de descanso para pacientes em tratamento e seus acompanhantes.
 
 

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