Morreu nesta quinta, 7 de abril, às 7h20, no Hospital Regional, a senhora Ângela Salles de Figueiredo, aos 89 anos. Há seis dias a família a levou à internação. Seu filho, o médico Renato Figueiredo, afirmou que embora sua mãe sempre tivesse ostentado boa saúde, nos últimos anos a idade avançada a haviam apenado. “Ela enfrentava demência senil, própria da idade, e demonstrou, nos últimos dias, queda em seu estado geral de saúde. A levamos à hospitalização pela chance de melhorarmos sua qualidade de vida. O óbito ocorreu em função de causas naturais”, disse ele.
Ângela era natural de Águas de São Pedro (SP). Jovem, foi estudar piano e inglês em Piracicaba (SP). Lá conheceu o patrocinense Delmar de Figueiredo, estudante de engenharia agronômica da Esalq (Escola de Agricultura “Luiz de Queiróz”, da Universidade de São Paulo), com quem se casaria.
Fixaram residência na Fazenda Boa Esperança, em Patrocínio Paulista (SP), propriedade da família dele. Do enlace, dois filhos (Renato Moraes Salles de Figueiredo, médico pneumologista, casado com Regina; João Moraes Salles Figueiredo, zootecnista e professor da Escola Agrícola de Franca, casado com Marilise e, em segunda núpcias com Nilce), cinco netos (Fernanda, Artur, Gustavo, Cairo, Amanda) e um bisneto, Guilherme.
Ângela se dedicou ao lar e à criação dos filhos. “Foi ótima esposa, mãe, avó e bisavó vocacionada, preocupada e dedicada à família. Sua educação, baseada no respeito ao outro e em sua cultura, foi a principal herança que nos deixou. Jamais a vi alterar-se com quem quer que fosse”, disse Renato. “Vinha de família que cultuava a educação e as artes. Foi pintora, como sua mãe. Deixou um maravilhoso acervo pessoal, constituído de obras de natureza morta, sua especialidade, que guardamos e preservaremos com carinho para celebrar sua memória. Para provar que a pintura corria mesmo em suas veias, de minha avó tenho, em meu consultório, quadro pintado por ela em 1948, que muito me honra”, disse Renato.
Delmar, paralelamente ao trabalho na fazenda, atuou na Casa da Agricultura de Franca, onde chegou a Delegado Regional da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. “Foram mais de 30 anos de atuação. Papai formou grande círculo de amizades e se tornou determinante no aconselhamento à agricultura regional. Mamãe não ficou atrás. Por iguais 30 anos dedicou-se à filantropia, atuando na Vosf (Voluntárias Sociais de Franca), exercitando outras virtudes suas na costura de enxovais para recém-nascidos, produzindo quitandas e auxiliando famílias carentes a encontrarem bons rumos na vida. Foram ainda mais longe, os dois, religiosos que eram, dedicando-se por muitos anos ao Serra Clube, de vocações sacerdotais. Recebemos em nossa casa, em variadas oportunidades, seminaristas que papai e mamãe ajudaram a se formarem padres, e isso também é motivo de muito orgulho para nós e para tantos que os conheceram”, concluiu Renato.
O velório de Ângela aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério da Saudade, às 16 horas desta quinta.