Convidado a se retirar


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Pesquisas informais de intenção de votos que correm nas mãos de políticos fizeram ligar o sinal de alerta máximo no ninho tucano. Preocupados com os números, conselheiros de Alexandre Ferreira caminham no fio da navalha para tentar convencer o chefe a abrir mão das prévias e evitar deterioração total do PSDB.
 
Avaliam que a derrota do prefeito é questão de tempo: ou em 30 de abril, quando será realizada a disputa interna com Sidnei Rocha, ou dia 2 de outubro, quando acontecem as eleições municipais. A dificuldade, dizem, é que Alexandre se recusa a enxergar a realidade do cenário político e sua alta rejeição. Sidnei e Alexandre devem ‘discutir o relacionamento’ por esses dias.
 
A situação é tão tensa que cardeais do partido no Estado foram consultados e podem aderir ao movimento ‘fora Alexandre’. Com todo jeitinho, devem incorporar o capitão Nascimento e dizer, gentilmente, ao prefeito: ‘pede para sair’.
 
Cachimbo da paz: Estremecidos desde o começo do ano por conta da polêmica dos pedágios, Engler e Alckmin ensaiaram uma reaproximação, ontem, durante evento em Itirapuã. Trocaram abraços e elogios como se nada tivesse acontecido. ‘Estamos sentindo sua falta’, disse o governador, que negou haver rixa entre ele e o deputado. ‘Não existe briga nenhuma. O que tem é trabalho.’ Engler recusou carona  de Alckmin para retornar a São Paulo.
 
Terreno neutro: As prévias do PSDB, que seriam realizadas na sede do partido, na Vila Raycos, foram transferidas para a Câmara Municipal. Ocupantes de cargos comissionados no governo de Alexandre estão aliviados com o fato do voto ser secreto. 
 
Me inclua fora dessa: Sebastião Ananias garante que o fato de ter se desligado da Prefeitura de Orlândia a poucos dias do fim do prazo de desincompatibilização, não tem relação com eleições. ‘Quem tem juízo, não entra em prefeitura. Não sou candidato de forma nenhuma’.
 
Bateu na porta errada: O promotor Paulo Borges se manifestou sobre pedido de mandado de segurança impetrado por Bartolomeu Romeu para que ele seja empossado como primeiro suplente do PSDB, e não Marcelo Valim (PSD), na vaga de Jépy Pereira. Paulo Borges disse que a competência para analisar o caso é da Justiça Eleitoral e não da Vara da Fazenda Pública. 
 
Deu PT, perda total: Desde o segundo semestre do ano passado, quando a Lava Jato escancarou a corrupção, até o dia dois de abril, quando terminou o prazo para filiações, 24 prefeitos do Estado trocaram o PT por outros partidos. 186 vereadores também seguiram o mesmo caminho, entre eles, Márcio do Flórida, que foi para o PDT. Na região, o PT conseguiu manter duas prefeituras sob seu controle: Patrocínio Paulista, com Marcos Ferreira, e Ribeirão Corrente, com Aírton Montanher. Presidente da Câmara, a mulher de Aírton, Aninha, trocou o PT pelo PTB.
 
Wesley Safadão: O deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), que teve o nome citado na máfia da merenda e no listão dos políticos que receberam possíveis repasses da Odebrecht, está processando por danos morais o presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS). Nogueira não gostou de ter sido chamado de safado durante os protestos contra os pedágios.
 
Fé inabalável: Tomei um sol com Alexandre Ferreira na ‘Ronan Rocha’ ontem. Quis saber se a disputa entre Sidnei e ele nas prévias não vai rachar o PSDB. ‘Quem ganhar agora, vai ser o próximo prefeito’. Então, tá.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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