Parto de lótus propõe deixar placenta com bebê após parto


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"Essa é uma maneira gentil de parir, pois o bebê nasce acompanhado daquele que foi seu lar até então, um órgão não somente físico, mas também energético", explica a fisioterapeuta Giulia Cecchetto

Em busca de partos mais naturais, uma nova modalidade que está conquistando as gestantes, é o chamado parto de lótus.

A prática consiste em deixar a placenta ligada ao bebê mesmo depois do parto e, aguardar que o cordão umbilical se solte, naturalmente, o que acontece entre 3 e 7 dias. Neste período, a placenta deve receber cuidados especiais, sendo colocada sobre um tecido impermeável e recebendo sal e ervas aromáticas, que impedem o mau cheiro.

A escolha pela técnica é fazer com que o bebê passe por uma transição mais tranquila entre a barriga e o mundo, revela o site Uol. "Essa é uma maneira gentil de parir, pois o bebê nasce acompanhado daquele que foi seu lar até então, um órgão não somente físico, mas também energético", explica a fisioterapeuta Giulia Cecchetto, de 26 anos, que aderiu à técnica.

“Acredito que a conexão entre a mãe e o bebê seja muito forte. Por isso, cortar o cordão umbilical tão rapidamente é uma ação violenta e desnecessária”, explica Karlee Dawn Demierre, de 32 anos, que também optou pelo parto de lótus.

O ginecologista e obstetra Alberto Guimarães defende o parto humanizado, mas afirma que o parto de lótus não tem nenhum benefício cientificamente comprovado. “Trata-se de uma opção de cunho filosófico ou religioso e por isso respeitamos. Mas não há fundamentos do ponto de vista científico. Recomendamos o parto natural e o corte tardio do cordão, mas consideramos que manter a placenta após o nascimento gera um desconforto desnecessário para os pais, que já estarão envolvidos com os cuidados do bebê”, conta Guimarães.

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