Só o povo paga por desmandos


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Num momento em que o País se preocupa com o crescimento da incidência da gripe H1N1, com cerca de 80 vítimas fatais apenas neste ano, a Prefeitura de Franca ainda não encontrou uma forma de resolver os problemas no setor de saúde que causam prejuízos a grande parte de nossa população dependente do serviço. Conforme o Comércio, a rádio Difusora e o Portal GCN têm divulgado desde segunda-feira, mais uma vez os Prontos-socorros “Dr. Álvaro Azzuz” e Infantil e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto são alvos de reclamações dos usuários. Segundo se pôde constatar in loco, as queixas envolvem filas, lotação, falta de médico e descaso no atendimento. Pacientes reclamam que a situação está caótica, sendo que alguns tiveram que retornar às suas residências sem atendimento.
 
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que por seis anos comandou a Secretaria Municipal de Saúde, demonstra total insensibilidade diante da situação dos francanos, ainda mais quando o País vem sofrendo com surtos de doenças infecciosas que exigem diagnósticos rápidos para o tratamento dos pacientes. A partir do momento em que uma multidão se aglomera no interior das unidades de saúde, abre-se um amplo campo para a disseminação de moléstias, o que tem deixado preocupados os pacientes dependentes do atendimento público. Diante desta situação, a Prefeitura se cala e não aponta quais providências está tomando para evitar que mais francanos venham a sofrer com este verdadeiro caos que domina o setor.
 
Porém, não é apenas a saúde dos francanos que vem sendo negligenciada pela atual administração. Ativistas de grupos de defesa dos direitos dos animais reclamam do abandono a que estão relegados os que são levados ao canil municipal. Segundo eles, há suspeitas de maus tratos aos cachorros abandonados apreendidos pela cidade, que ficam sujeitos a doenças sofrem com a falta de higiene. O prefeito, servidor público de carreira e veterinário de formação, que não se sensibiliza com a dor dos francanos, também não se importa com o bem estar daqueles de quem prometeu cuidar e curar ao se formar.
 
No caso dos humanos, a maioria dos francanos se sente abandonada, já que não pode contar com serviços públicos de qualidade, principalmente relacionados à saúde. Quem não tem condições de arcar com os custos de um plano de saúde, fica amedrontado até em procurar atendimento médico nas unidades de saúde sob a responsabilidade da Prefeitura, pois teme não ser atendido e, pior, sair de lá mais doente do que quando chegou. Cabe à população mostrar o seu repúdio e dar aos responsáveis, nas urnas, a sentença merecida.
 
 
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