Maria Scalabrini Bolela


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  Maria Scalabrini Bolela foi sepultada dia 4, no Cemitério da Saudade
Maria Scalabrini Bolela foi sepultada dia 4, no Cemitério da Saudade

 “Severa mas doce, deixou-nos exemplos de trabalho, dedicação e persistência”

Morreu às 8 horas do dia 3 de abril, em sua casa, a senhora Maria Scalabrini Bolela, aos 92 anos. O atestado de óbito registrou parada cardiorrespiratória. Era diabética, mas considerada muito forte para sua idade. Há cinco anos, foi diagnosticada com Alzheimer. Ainda assim, segundo seu filho Cléscio, permaneceu lúcida na maior do tempo. “O que mais apenou mamãe foram problemas de locomoção. Primeiro, tivemos que oferecer-lhe um andador. Há alguns meses foi para uma cadeira de rodas e, semanas atrás, para a cama. Não fossem os problemas que ocorreram por estar acamada, talvez ainda estivesse conosco por mais tempo. Temos que agradecer ao médico Hélio Rubens Crialezzi, que a acompanhou por muito anos, cuidando para que ela tivesse qualidade de vida sempre”, disse Cléscio.
 
Era filha de Dante Scalabrini e Elisa Chiarelli e uma de onze irmãos (Osvaldo, Geraldo, Mafalda, Aparecida, Eduardo, Mercedes, Edivaldo, Edivalda, Geralda, Irma, além dela), todos nascidos na região de Igaçaba, Pedregulho.
 
Maria se casou, em 1944, em Franca, com Deraldo de Castro Bolela. Do enlace, nasceram três filhos (Cléscio, ex-funcionário dos bancos Commércio e Indústria de São Paulo e Auxiliar; professor de contabilidade do Coleginho “Jesus Maria José” e do Ateneu Francano, ex-funcionários de curtumes e atual representante de couros em Franca, casado com a professora Edma, que atuou em escolas rurais, na “Hélio Palermo’ e no “Barão da Franca”, onde se aposentou; Élcio, funcionário da Amazonas, casado com Aparecida; Maria Elisabet, despachante e professora aposentada, casada com Durval Garcia).
 
Dos casamentos dos filhos, vieram 10 netos (Cléscio, casado com Isabela; André, casado com Ana Paula; Karina, casada com Maurício Valentini; Carlos Eduardo, casado com Carla; Elaine, casada com Edcarlos; Cristiano, casada com Mariane; Fernanda, Gisele, Gislaine, casada com Frank; Rodrigo, casado com Lidiane), e 16 bisnetos (João, Francisco, Arthur, Augusto, Marina, Maria Teresa, Matheus, falecido; Gustavo, Heloísa, Láisa, Eduardo, João Vitor, Antônio, Pedro, Mateus, Isabela).
 
Maria e Deraldo seguiram os irmãos e pais dela a Ceres (Goiás), no fim da década de 40, em busca de oportunidades de trabalho em propriedades rurais do centro do país. Permaneceram lá por 18 anos quando Dante, sofrendo do Mal de Chagas e precisando de atendimento para adequado, voltou para Franca com parte dos filhos, Maria e Deraldo dentre eles.
 
Aqui, seus filhos puderam se dedicar a trabalhos melhor remunerados e a apurarem suas competências, através do estudo. “Papai e mamãe foram sempre o norte de nossas vidas, e permaneceram assim até nossos dias. Ele está ai conosco, em seus 92 anos, e continua a nos apoiar. Ela, inesquecível, partiu com certeza dos deveres de mãe, esposa, avó e bisavó muito bem cumpridos. Severa mas doce, deixou-nos exemplos de trabalho, dedicação e persistência. Cuidou de cada filho com toque especial diferenciado. Fez com que continuássemos sempre perto, família unida frente a quaisquer incertezas ou dificuldades mas, sobretudo, na alegria”, disse Cléscio.
 
“Não há como não lembrar dela alegre e feliz dançando com papai nas festas juninas que a família organizada na chácara ‘Tio Dé’, perto de São José da Bela Vista. Como esquecer dela como capaz de costurar roupas para toda a família nos tempos de dificuldades e, depois, em Franca, formando clientela fiel. Também, como cozinheira ‘internacional’, como a gente a tratava - será difícil não ter mais sua polenta com quiabo frito, frango recheado de receita própria dela e inimitável, de suas quitandas, do petisco de queijo e do cróstoli que apelidamos de ‘pindola’ e ‘tarreco’ - mamãe era insubstituível. A saudade será eterna, mas a sabemos hoje bem perto de Nossa Senhora, sua santa de devoção”, disse o filho.
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, se deu no Cemitério da Saudade, 10 horas do dia 4, segunda-feira.

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