Morreu no dia 31 de março, 17h30 horas, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Franca, a senhora Ângela Francisca Persicano Salomoni Eliezer, aos 87 anos. Nas semanas anteriores, mesmo vivendo sob cuidados intensivos de clínica de repouso ribeirão-pretana, dona Ângela vinha se debilitando e levou profissionais médicos que lá atuam a aconselharam internação hospitalar para apurar diagnóstico.
Foi recebida no Hospital Regional pelo médico Cirilo Barcelos Filhos dia 30 e internada na UTI, tal sua fragilidade física. Exames mostraram formação tumoral na bexiga, com sangramento. Estabilizada, Ângela voltou à UTI. Dia seguinte, o quadro se complicou e ela sofreu parada cardiorrespiratória que causou sua morte. Segundo sua filha Lívia, ’apesar da dor, ficamos confortados por Deus ter decidido levá-la com rapidez, evitando que sofresse mais em razão do tratamento ao qual teria que se submeter’.
Como mãe, conduziu os filhos ao estudo, à pratica da artes e ao cultivo da educação e respeito com as pessoas. ’Mamãe era solene, mas meiga e companheira. Tivemos nela, especialmente depois da morte de papai, dedicação absoluta e amiga. Fez o papel dos dois, e o fez com zelo e carinho. O que hoje somos como pessoas e nas famílias que constituímos, devemos aos incontáveis exemplos dela e a seu comprometimento absoluto com o que é certo, ético e moral’, disse Lívia.
Estava viúva do advogado francano e ex-professor da Faculdade Municipal de Direito Alberto Eliezer Filho, desde 1967. Tiveram 14 anos de casamento. Do enlace, três filhos (Alberto Eliezer Neto, engenheiro, músico e empresário do setor de rádio-empresa, casado com Heloisa; Lívia, casada com Fernando Terra; Júlia, casada com Guglielmo Trombetti, residentes em Roma, Itália) e cinco netos (Alan, casado com Maiti; Noel, Leon, Fernanda e Francisca).
Alberto Filho e Ângela residiram em São Paulo por muitos anos. Ele exercitou advogacia para a Light e ela atuou como assistente social na empresa, após a morte dele.
O casal jamais cortou relações profissionais ou de amizade com Franca. O pai de Ângela, José Salomoni - a quem a Câmara Municipal aprovou eternização de seu nome com rua do bairro São José - foi professor estimado e competente da Escola Industrial. Ela e Alberto Filho vinham com regularidade à cidade apesar de manterem atividades profissionais na Capital.
Ângela voltou para cá, definitivamente, em 2003. Em seu endereço tradicional da praça Nossa Senhora da Conceição, viveu no aconchego de sua casa, dentre livros, ao piano e perto de famílias amigas.
São reconhecidos seu refinamento, grande cultura e educação. Falava francês fluentemente, tocava piano e adorava Paris, especialmente por sua vida cultural. ’Era como se fosse algo de outra vida. Ela estimava a cultura francesa, falava a língua e adorava Paris, nunca por vaidade ou arrogância. Era algo inexplicável. Como ela foi cremada, temos pensado, em família, sobre oportunidade futura de espargir suas cinzas, no rio Sena’, disse a filha.
O velório de Ângela aconteceu no São Vicente de Paula, dia 1º de abril, com serviços da Funerária Nova Franca. Foi cremada no Ecológico Metropolitano de Ribeirão Preto no mesmo dia. A família agradeceu os cuidados de profissionais médicos do Hospital Regional, especialmente a Cirilo Barcelos Filho e Normando de Andrade. Também, ao corpo de enfermagem do hospital.
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