Como forma de prevenção, a Diocese de Franca emitiu ontem, 1º de abril, um comunicado a todos os padres pedindo a adoção de medidas cautelares para evitar a proliferação do vírus H1N1 durante as missas e demais celebrações. No documento, o bispo diocesano Dom Paulo Roberto Beloto suspende o abraço da paz (eliminando o aperto de mãos) e a entrega de hóstia na boca dos fiéis. A oração do Pai Nosso de mãos dadas também deve ser evitada.
As alterações não são inéditas na Igreja (em 2009 elas também foram adotadas por ocasião de um surto) e vão ao encontro das orientações da Vigilância Epidemiológica da cidade. A previsão é que elas comecem a valer a partir da segunda-feira, 4, não somente em Franca, mas também em todas as paróquias da região. A diocese abrange 13 cidades e 42 paróquias. “A Secretaria de Saúde nos passou várias orientações e nós também vamos ajudar na divulgação. Estamos seguindo a conduta adotada por outras dioceses do Estado, tudo no intuito de evitar o contato entre as pessoas”, disse o bispo Dom Paulo Roberto.
Conforme a circular, nas celebrações litúrgicas deverá ser retirada a “saudação da paz”, passando diretamente ao “Cordeiro de Deus”. Em relação à comunhão, ela deverá ser recebida preferencialmente nas mãos e é pedido também para evitar a sua distribuição nas duas espécies (pão e vinho). “Essas atitudes visam o bem comum e não ferem a liturgia. O abraço da paz, por exemplo, é opcional e a questão da eucarística segue orientação da CNBB. Não atrapalha a celebração”, completou o bispo.
Segundo Dom Paulo, não há motivo para pânico nem temores excessivos, porém reforça que as medidas visam “a saúde do povo” e só serão cessadas quando a doença estiver devidamente controlada.
Na carta, ele explica ainda que o desejo também é colaborar com as autoridades sanitárias na prevenção da doença e anexa um material informativo sobre o vírus emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, a fim de que as orientações sejam transmitidas aos fiéis nas missas, encontros e reuniões pastorais.
Em Franca, não há casos confirmados da doença, apenas suspeitos no aguardo de resultado. Na vizinha Batatais porém, a Secretaria de Saúde do município confirmou a morte de uma mulher de 63 anos, no começo de março, pelo vírus H1N1 e há, ainda, o registro positivo de mais uma paciente com o vírus e outros seis casos suspeitos. No Estado de São Paulo, até a última quinta, 31 de março, já eram 260 casos positivos e 38 mortes.
A doença
A gripe A, também conhecida como H1N1, é uma doença respiratória aguda e é diferente de uma gripe comum, por ser causada por um subtipo distinto do vírus influenza. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dificuldades respiratórias, coriza, dor de garanta, mal-estar e fortes dores no corpo e na cabeça. Para combate ao vírus, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou que antecipará a campanha de vacinação contra a gripe na Capital para o começo de abril. Fora da Grande São Paulo, a vacina começa a ser distribuída no final do mês.
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