Um grupo formado por 30 mães de crianças que recebem atendimento na Casa da Sopa de Restinga, entidade ligada à Sociedade Espírita da cidade, realizaram, na manhã de ontem, uma manifestação para que o repasse de R$ 5 mil mensais, valor que deveria ser repassado pela Prefeitura, mas que está em atraso, seja regularizado. Com cartazes pedindo a volta do projeto, que foi suspenso desde o último dia 18 de março por falta de verbas, mulheres e crianças gritavam na porta da Prefeitura da cidade e pediam um encontro com a prefeita da cidade.
“A falta do atendimento prejudica demais as nossas crianças, que estão deixando de aprender, ficando nas ruas. Queremos que o repasse seja normalizado e o serviço volte a ser prestado”, disse a dona de casa Jennyfer Morais, de 20 anos, que tem um filho que frequenta a instituição.
A prefeita da cidade, Luciene Martins (PRB), recebeu em seu gabinete todas as mães que participavam da manifestação. Segundo ela, a lei que autoriza a subvenção no valor de R$ 60 mil por ano, aprovada pelos vereadores há 15 dias, foi sancionada nesta semana. “Não temos condições de pagar o valor que foi pedido pela instituição, que ultrapassa os R$ 10 mil e é inviável, ainda mais nas atuais condições da economia. Nos comprometemos a realizar o pagamento que já era realizado nos anos anteriores e ainda ajudar com os lanches. Isso é o que podemos fazer neste momento. Prometemos que o repasse será normalizado até a segunda semana deste mês.”
Redução
Atualmente, 190 crianças estão inscritas na instituição que oferece aulas de informática, dança, teatro, línguas e tratamentos odontológicos gratuitos, além de lanches diariamente e sopa, sempre aos sábados. Se o reajuste do repasse não for feito, a Casa da Sopa disse que terá que fazer uma triagem socioeconômica para selecionar apenas 40 crianças para continuar a frequentar a entidade.
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