A vida me era folguedo só. Então eu jogava gude, fazendo bolinhas das maravilhas do céu. Deixava uma estrela dormir sobre a unha do polegar, inclinado pela alavanca em que se transformava o pai-de-todos. O indicador era, a um tempo, amparo e bússola primitiva para a catapulta.
De repente, o indicador se abria, o médio reduzia a pressão, o polegar se soltava. A distensão brusca arremessava a bolinha exótica. Então a estrela apostava carreira com a luz, aliava-se a ela, ia além e através das nuvens, acertava o alvo.
Tecava o coração da tristeza.
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