Que a mentira fique apenas no 1º de abril


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Hoje, 1º de abril, Dia da Mentira no Brasil, é possível que alguns veículos de comunicação ainda entrem na brincadeira e publiquem como verdadeiras ilusões como a prisão de todos os corruptos do País. Esta e outras informações falsas devem se repetir nas redes sociais. Caso fossem verdadeiras, trariam uma genuína redenção ao nosso combalido Brasil, onde a mentira é o leitmotiv da maioria das campanhas eleitorais. Por aqui, candidatos não têm qualquer pejo em distorcer números, fatos e informações em benefício próprio. Um vídeo famoso da internet mostra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se jactando de utilizar números inexistentes e aleatórios para se referir à miséria e aos menores carentes no País.
 
Quem olha a campanha presidencial de 2014, que outorgou o segundo mandato à presidente Dilma Rousseff (PT), sabe que a mentira foi capaz de proporcionar o maior estelionato eleitoral já visto no País. Além de esconder os verdadeiros números da economia, a então candidata mentiu diversas vezes ao dizer que não estávamos à beira de uma crise econômica sem precedentes como acusavam seus adversários. Depois de sua eleição, ainda em 2014, foi obrigada a admitir que o Brasil se encontrava com um pé na recessão e que o governo não conseguiria cumprir a meta fiscal. Além disso, sucederam-se as pedaladas fiscais e o rombo causado nas contas públicas pela contabilidade criativa de Arno Augustín, utilizada durante todo o primeiro mandato da petista. A refinaria de Pasadena foi outra mentira deslavada, pois Dilma dizia ter sido induzida ao erro na compra da planta nos EUA pela diretoria quando era presidente do Conselho da Petrobras, mas hoje se sabe que ela tinha conhecimento de todas as irregularidades que envolviam o negócio.
 
As mentiras se repetem com a maioria dos candidatos a um cargo eletivo, seja nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais. Aqui em Franca, Sidnei Rocha prometeu que havia ‘preparado’ o seu sucessor Alexandre Ferreira para dirigir os destinos da cidade. Vê-se hoje que o atual prefeito francano, além de não ter sido ‘treinado’ pelo seu criador, não tem o mínimo traquejo político ou administrativo. Patrocinou irregularidades, blindou assessores denunciados ou condenados pela Justiça e sucateou completamente a Saúde pública. Nada do que prometera durante a campanha eleitoral foi cumprido. O brasileiro em geral — e o francano em particular — sonha com o dia em que a mentira ficará restrita apenas ao dia Primeiro de Abril e possamos nos orgulhar dos representantes que elegemos. Sem cara de pau ou óleo de peroba.
 
 
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