Sapateiros rejeitam 9,5% e decretam estado de greve


| Tempo de leitura: 1 min
Cerca de 200 sapateiros fecharam a rua Diego Feijó, ontem. “Se não tiver proposta melhor, paramos”, disse Sebastião Ronaldo
Cerca de 200 sapateiros fecharam a rua Diego Feijó, ontem. “Se não tiver proposta melhor, paramos”, disse Sebastião Ronaldo
O Sindicato dos Sapateiros de Franca decretou na tarde desta quinta-feira estado de greve. A medida serve como alerta para os industriais de que a categoria pode fazer paralisações a partir de segunda-feira. 
 
A decisão foi tomada em uma assembleia no final da tarde que contou com a presença de mais de 200 trabalhadores que fecharam a Rua Diego Feijó, na Estação, onde funciona o sindicato da categoria. 
 
Os trabalhadores rejeitaram a última proposta de reajuste apresentada nesta semana pelo Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca) de 9,5%. “Esse percentual é uma provocação. Para piorar e tentar esvaziar a nossa luta, o sindicato mandou as empresas já aplicarem esse percentual mesmo sem o acordo assinado. Isso é uma afronta”, disse Sebastião Ronaldo, presidente do Sindicato dos Sapateiros. 
 
Ele também se queixou da falta de avanço em outras reivindicações da categoria, como o aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o fim do banco de horas. “Eles (os patrões) pensam que a negociação salarial é apenas um número, um percentual de reajuste. E não é. Temos muito mais coisas em jogo”. 
 
A categoria decidiu decretar estado de greve. “Agora poderemos fazer as paralisações. Devemos retomar o modelo de parar uma fábrica de cada vez. Mas qual fábrica e quando será a paralisação só devemos decidir a semana que vem, se os patrões não apresentarem nenhuma proposta melhor”, disse Ronaldo. 
 
Na assembleia, os trabalhadores também decidiram que não aceitarão nenhum reajuste que seja menor que a reposição inflacionária, que chega a quase 12%. “O mínimo para que possamos discutir é que a proposta faça a reposição salarial. Também queremos aumento real. Não vamos aceitar nada menos que isso”, disse Sebastião Ronaldo. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários