Resfriados, dengue e H1N1 provocam corrida em PSs


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Pacientes aguardam por atendimento na entrada do Pronto-socorro Infantil, no final da tarde de ontem
Pacientes aguardam por atendimento na entrada do Pronto-socorro Infantil, no final da tarde de ontem
O aparecimento de doenças respiratórias, típicas dessa época e, também, a preocupação com casos de gripe suína (H1N1) e de dengue têm provocado um aumento do número de pacientes nos hospitais da cidade. Lotação e demora de atendimento têm sido alguns dos problemas gerados por essa maior procura pelos serviços de Saúde, associada às falhas no atendimento.
 
Nos últimos dias, muitas reclamações de pacientes têm chegado à redação do Comércio. Na noite de quarta-feira, por exemplo, dezenas de ligações davam conta da longa espera por atendimento no Pronto Socorro Infantil; o mesmo se repetiu na noite de ontem. A reportagem esteve no local e constatou que a sala de espera estava lotada. Muitos pais sentaram-se, inclusive, na calçada, do lado de fora do PS, à espera de atendimento. 
 
As reclamações também se dão em virtude da demora por consultas no Hospital Regional e na Unimed. Na última terça-feira, houve pico de reclamações. O dia foi considerado “atípico” pelo hospital, que ressaltou que naquela data, o número de atendimentos dobrou e a quantidade de médicos também teve que ser dobrada.
 
O bancário Jerônimo Rodrigues, 39, foi um dos que reclamaram. Ele ficou indignado com a espera de duas horas por uma consulta, ao acompanhar o avô de sua esposa. “Ouvi pessoas que ficaram das 18 horas às 22 horas esperando médico”, disse ele. Ele também reclamou da proximidade de pacientes de diferentes faixas etárias em um mesmo local. “Idoso e crianças são mais frágeis, mas não há nenhuma separação na sala de espera”, disse o bancário.
 
O Regional explicou que convoca médicos extras quando é identificado um tempo de espera de duas horas ou mais, o que foi feito na terça-feira. O hospital disse que também está realizando a divulgação de ações de conscientização com os pacientes para a utilização adequada do Pronto Atendimento. O hospital confirmou a intensificação de consultas devido à maior incidência de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e às doenças sazonais. “A população está em alerta com os casos de dengue, zika, chikungunya e agora o H1N1, o que faz com que seja buscado de forma precipitada o serviço de urgência e emergência desde o início de março”, disse o setor de Comunicação do Regional. 
 
O hospital São Joaquim Hospital Unimed também disse que todos os pronto-socorros do país estão lotados devido ao medo das pessoas de contraírem gripe H1N1, dengue, chikungunya e zika. “Surtos dessas doenças têm causado uma enorme e abrupta procura pelos serviços de urgência”, afirmou a Unimed, por meio de sua assessoria de imprensa.
 
Diante desse aumento na demanda, o hospital reforçou o quadro de médicos plantonistas e ampliou o atendimento nos consultórios. Também para melhorar o serviço, o hospital informou que é feita de uma triagem que classifica o grau de urgência do paciente em “emergente, urgente e pouco urgente”.
 
A Prefeitura de Franca não respondeu aos questionamentos da reportagem a respeito de medidas que podem ser tomadas para atenuar essa situação. Os emails enviados para a assessoria de imprensa e para a Secretaria Municipal de Saúde não foram respondidos. Ligações feitas no celular da secretária, Rosane Moscardini, também não foram atendidas.
 
Farmácias
A corrida aos hospitais também refletiu nas drogarias, que já perceberam um aumento nas vendas de antigripais, analgésicos e antitérmicos. Nas farmácias consultadas, o crescimento nas vendas de dipirona, paracetamol, antigripais, antibióticos e vitamina C chegou a 20%. 
 

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