Morreu às 23 horas do dia 30 de março, no Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Maria Aparecida Teles Nascimento. Tinha 81 anos. De boa saúde apesar de diabética, Maria Aparecida teve que ser internada há 20 dias para submeter-se a cirurgia de vesícula e apêndice. Uma semana depois, recebeu alta. Dois dias em casa, com febre alta causada por infecção, foi novamente conduzida ao hospital. Constatou-se pneumomia. Seu organismo, debilitado pelos procedimentos anteriores, não suportou.
Era natural da região rural de Cristais Paulista (SP). Conheceu o lavrador francano Florêncio Dutra do Nascimento em baile de tradicional evento realizado nas proximidades da igreja de Santa Rita de Cássia, no Buritizinho (SP). Namoraram, casaram-se, construíram grande família em 59 anos de convivência até a morte dele, há 5 anos.
Do enlace, dez filhos (Alcino, casado com Damaris; Odair, casado com Rosa; Ana Maria, casada com Delcides Tasca; Nair, casada com Waldeir Rafacho; Maria Conceição, casada com Alcino Cunha; Augusta, casada com José Carlos Crispim; João Manoel, casado com Belina; Eunice, casada com Ivair Alves; Florêncio, casado com Raquel; Rita, casada com Eduardo Moura), 19 netos (Éder, Larissa, Darliane, Daniele, Tatiana, Maycon, Andresa, Adriano, Érika, Elaine, David, Bruna, Vitória, Vitor, Samanta, Gabriela, Taís, Diego, Mariana) e 10 bisnetos (Eduardo, Guilherme, Ana Júlia, Isadora, Manuela, Rafael, Beatriz, Letícia, Joaquim, Heitor).
“Papai e mamãe foram determinantes na vida de seus filhos e continuaram sendo na chegada de netos e bisnetos. Somos dez irmãos, todos nascidos na roça, e todos trazidos ao mundo por nossa avó, d. Justa de Castro. Fomos criados com a dificuldade natural de manutenção de tantos filhos, mas cada um de nós teve, dos dois, educação severa, comprometida em nos tornar homens e mulheres de bem”, disse a filha Rita.
Filhos crescendo, reuniram as economias e compraram casa na Vila Raycos, em Franca. “Precisavam encontrar melhores oportunidades de ganhos e nos garantir escola. Na cidade, papai se empregou na MSM, empresa de borrachas, e os filhos mais crescidos também se empregaram. Mamãe jamais se descuidou de todos nós. Orgulhamo-nos de todas as repreensões que ela nos dedicou. Sempre tivemos nela, além de mãe, excepcional professora e amiga”, disse a filha.
Rita reconhece na mãe, com respaldo do pai, a responsável pela educação que antes, famílias se preocupavam em dar aos filhos. “Diferente de hoje, tivemos educação em casa. Papai, com toda a dificuldade, deu escola a todos, pelo menos até o ginasial. Mamãe sempre determinada a nos fazer bons homens e mulheres, não amaciou jamais. Ensinou à sua maneira. Falava sobre o bem e o mal. Dizia que se fizéssemos o mal, seria o mal que colheríamos. Seu olhar bastava. Para ilustrar, temos um ensinamento de uma história de família que nunca esquecemos. Eu era ainda muito pequena e, certo dia, quis comer banana. Na nossa rua, passava um verdureiro ambulante, de quem meus pais compravam na caderneta. Dois de meus irmãos, para matar minha vontade, tiraram banana da carroça, e me deram. O verdureiro percebeu. Falou com meu pai e perguntou se podia marcar. Papai disse que sim. Entrou e aplicou corretivo nos meus irmãos. Aplicava e dizia porque o fazia: ‘ninguém pode por a mão em nada que não lhe pertença!’. Mamãe nunca permitiu que esquecêssemos. Não nos esquecemos. Jamais”, concluiu Rita.
O velório, no São Vicente de Paulo, e sepultamento, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceram ontem. Padre Dênis, da igreja São Crispim, da Vila Santa Terezinha, esteve presente e orou por Maria Aparecido junto a boa parte da vizinhança da residência tradicional do casal, a Vila Raycos, junto a amigos e familiares.
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