Delfinópolis comemora a força das águas de março


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Nível da represa sobe, balsas voltam a funcionar normalmente e turistas reaparecem para frequentar as cachoeiras e atrações da região de Delfinópolis
Nível da represa sobe, balsas voltam a funcionar normalmente e turistas reaparecem para frequentar as cachoeiras e atrações da região de Delfinópolis
Se para Franca e região as chuvas deste começo de ano têm sido sinônimo de transtornos, em Minas Gerais tem cidade comemorando a temporada das águas. Há dois anos, desde a grande seca de 2014 (a maior em 15 anos), Delfinópolis vinha sofrendo com o baixo nível da represa do Rio Grande que cerca a cidade e é a principal via de entrada de turistas e produtos para o município.
 
Com a baixa das águas, as rampas de cimento que dão acesso às três balsas que fazem a travessia da represa foram desativadas. Novos acessos improvisados na terra tiveram de ser abertos às pressas. Mas desde o começo deste mês, com a chegada das águas de março, essa realidade está ficando no passado.
 
Segundo o operador de balsas Ailton de Freitas, o nível da represa vem subindo a cada dia. “As chuvas de fevereiro e de agora estão abastecendo a represa. O lago já está quase em seu nível normal. Acho que até a semana que vem atingimos o nível máximo das rampas cimentadas”.
 
Ele disse que, com o aumento no volume de água, o tempo de travessia, que no auge da seca chegou a ultrapassar as duas horas, também voltou ao normal,entre 30 e 40 minutos.Para os comerciantes da cidade, as chuvas são o alento em tempos de crise.
 
Com o nível normal da represa, os turistas voltaram a frequentar as cachoeiras e atrações da região de Delfinópolis e, com eles, trouxeram dinheiro. “Desde o começo deste ano, quando as balsas voltaram a operar e a represa subiu bastante, a taxa de ocupação aqui na pousada aumentou entre 30 e 40%”, disse Willian John Haghan, dono da Pousada Rosa dos Ventos, uma das mais tradicionais da cidade.
 
Para se ter uma ideia, no feriado de Páscoa, no último final de semana, apenas dois quartos da Pousada ficaram vazios. “Eu me surpreendi e agradeci muito. Porque nestes tempos difíceis conseguir uma ocupação assim é quase um milagre”, disse ele.
 
Willian disse que para o feriado de Tiradentes, no dia 21 de abril, as reservas já começaram. “Acredito que essa volta dos turistas à cidade tenha relação com a condição da represa, sim. Nós, aqui em Delfinópolis, dependemos muito da represa em todos os sentidos”.
 
A volta dos turistas também foi percebida pelo operador de balsas. “Agora voltamos a ver o pessoal, as lanchas e jet skis, que tinham sumido. No feriado,o movimento aqui na balsa foi bem grande”, disse Ailton sem citar números. 
 

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