Obra do Clube Hípico para por causa de resíduos de lixo


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Mato e sujeira se acumulam em obra paralisada do Clube Hípico de Franca
Mato e sujeira se acumulam em obra paralisada do Clube Hípico de Franca
Mato alto e sujeira marcam o abandono da construção da sede do Clube Hípico de Franca, embargada desde o ano passado. A obra, que era realizada em um espaço na Fazenda Municipal, próximo ao posto Paineirão, local onde também funcionou o antigo aterro da cidade, foi paralisada após resíduos de lixo serem encontrados enquanto as paredes dos estábulos eram levantadas. O terreno foi uma doação da Prefeitura, realizada em 2014. 
 
De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a área onde era realizada a construção estava a cerca de 600 metros do antigo aterro. Em março de 2015, a Prefeitura solicitou autorização da companhia para retirar algumas árvores nativas, mas foi constatada a presença de alguns resíduos, incluindo aparas de couro no local, o que motivou a paralisação da obra. Atualmente, ainda de acordo com a Cetesb, a Prefeitura realiza um estudo técnico para descobrir se existem riscos associados ao uso do solo. 
 
O antigo aterro da Fazenda Municipal, que recebia resíduos domiciliares e industriais, foi desativado em 2006. Segundo a Cetesb, uma terceira área, a cerca de 1,5 quilômetro de distância do antigo aterro, teria sido apresentada pela Prefeitura como opção para a construção do Clube Hípico. Neste local, não foram encontrados resíduos de lixo. 
 
Procurado para comentar o caso, o atual presidente do Clube Hípico, Luiz Alberto, não quis se pronunciar. A reportagem entrou em contato com o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, assim como com a assessoria de imprensa da Prefeitura durante 15 dias, em busca de informações sobre a doação do terreno, a paralisação das obras e sobre a eventual oferta de uma nova área para o clube, mas não houve qualquer retorno até o fechamento da matéria. 

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