Horário de postos pode ser reduzido para evitar roubos


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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A onda de assaltos a postos de combustível em Franca tem tirado o sono dos comerciantes e levado medo aos trabalhadores. Desde o último fim de semana, quatro estabelecimentos foram assaltados de forma violenta. Para coibir novas ações e preservar a vida dos frentistas, a categoria reivindica mais segurança e até a limitação no horário de funcionamento.
 
Segundo o presidente do Sindicato dos Frentistas de Franca e região, Maurício Santana Justo, a ideia é que os postos tenham horário para fechar de segunda a sexta-feira e também aos finais de semana. Pela discussão, as empresas fechariam às 22 horas durante a semana e à meia noite aos sábados, domingos e feriados. “Gostaríamos que houvesse uma mobilização nesse sentido, principalmente em bairros mais afastados”m explicou. Ele não explica como ficariam os postos que funcionam 24 horas.
 
Para Justo, a situação atual é temerosa. “Estamos de pés e mãos atadas. Medo é pouco”, disse, em relação aos casos registrados nos últimos dias na cidade. Em dois deles, um na noite de  segunda, 28, no Jardim Noêmia, frentistas foram violentamente agredidos a coronhadas e chutes.
 
Na pauta de reivindicações, a categoria pede ainda a presença de um segurança habilitado e armado, o trabalho em dupla e a instalação de câmeras de monitoramento em todos os estabelecimentos. “Todos esses pedidos já foram colocados aos patrões, mas muitos não são cumpridos”, afirmou. De acordo com o sindicato, existe na cidade cerca de 90 postos e 500 frentistas.
 
Do lado dos patrões, o empresário Marco Antônio do Nascimento, presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) - subsede de Franca, diz que mais de 80% dos estabelecimentos possuem câmera e estão contratando seguranças para o período noturno. Para ele, a polícia é quem tem a obrigação de evitar os assaltos. “O que mais os donos de postos têm feito é discutir a segurança no trabalho. A câmera ajuda a inibir, mas evitar roubos é papel da polícia”, comentou.
 
Nascimento esclareceu ainda que diversas medidas foram pensadas, mas acabaram descartas pela ineficiência e inviabilidade. “Se tirar o dinheiro dos frentistas e colocarmos na loja de conveniência, estaremos apenas transferindo o problema, além de muitas lojas serem terceirizadas e possuírem documentação diferente”.
 
A colocação de cabines para recebimento nos postos ou mesmo cercá-los com grades também não seriam eficientes. O presidente do Sincopetro alertou que elas são inviáveis e esbarram na falta de espaço de muitos postos locais. 
 
Outra ideia comentada - a retirada total da necessidade do frentista trabalhar com dinheiro - foi refutada até mesmo pelo presidente do Sindicato dos trabalhadores. E o motivo é inusitado: “O frentista precisa ter dinheiro em mãos até para não deixar o ladrão nervoso”. 
 
Atualmente, existe um valor limite permitido para manuseio do trabalhador, sendo o excedente depositado em um local seguro de tempos em tempos. A orientação é que o valor limite seja entregue sem reação em caso de assalto. 
 
Sequência de medo
Os assaltos a postos de combustíveis na última semana trouxeram novamente à tona o medo dos frentistas devido à violência empregada. Só do último domingo até a noite de quarta-feira, quatro roubos foram registrados e, em dois deles, os funcionários foram covardemente agredidos.
 
No domingo, um frentista foi rendido por três homens em um posto no Jardim Consolação. Ele foi obrigado a se deitar no chão e um dos suspeitos deu vários chutes em seu rosto. Eles fugiram com R$500 e o celular da vítima.
 
Menos de 24 horas depois, no Jardim Aeroporto, um funcionário foi rendido com uma arma e assaltado. Na mesma hora, no Jardim Noêmia, um frentista de 19 anos levou uma coronhada e chutes de três bandidos. Eles escaparam. Na terça, em um posto na rua Francisco Marques, uma dupla abordou funcionários e pegou R$ 400. Eles fugiram e, assim como os outros roubos, o caso será investigado.

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