O relatório da Secretaria da Saúde de São Bernardo do Campo, em São Paulo, concluiu que a equipe médica que realizou um mutirão de cirurgias de catarata no início do ano, não esterilizou os instrumentos cirúrgicos.
O mutirão aconteceu no dia 30 de janeiro e mais de 20 pacientes ficaram cegos após a cirurgia. Ao todo, 27 pessoas passaram pelo procedimento.
A família de um dos pacientes, que morreu após a cirurgia, acredita que a morte seja uma consequência do erro da equipe. Pelegrino Riatto, de 77 anos, pegou uma infecção na cirurgia e precisou parar de tomar um remédio que consumia para evitar a trombose. Ele morreu algum tempo depois em decorrência de uma parada cardíaca.
Os familiares das vítimas vão processar o hospital. Eles esperam ser indenizados por danos morais, materiais, além de conseguir suporte e medicamentos para as vítimas.
José Luís de Macedo, advogado do Instituto de Oftalmologia da Baixada Santista, empresa responsável pelas cirurgias, afirmou que não teve acesso ao laudo e, portanto, não se pronunciará.
O caso é investigado pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) também abriu sindicância. O site G1 publicou que caso sejam considerados culpados, os profissionais envolvidos poderão receber desde advertência até a cassação do exercício profissional.
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