Projeto de superaumento para servidores é engavetado


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O vereador Márcio do Flórida, que desembarcou do PT há duas semanas, também assinou o documento
O vereador Márcio do Flórida, que desembarcou do PT há duas semanas, também assinou o documento
A Câmara Municipal desistiu de seguir com a proposta adiante e engavetou o projeto que concedia 60% de aumento de salário para cinco servidores da casa. O recuo não significa, necessariamente, uma avaliação sobre o cenário econômico atual do País que recomenda cautela e economia. A falta de apoio dentro do próprio plenário foi a razão. “A verdade tem que ser dita. Decidi retirar o projeto porque não tinha número de votos para ser aprovado”, admitiu o presidente Marco Garcia (PPS).
 
O projeto, apresentado como sendo de autoria da Mesa Diretora, deu entrada em regime de urgência na sessão da semana passada. O texto previa a alteração do nível dos empregos de Técnico em Contabilidade e Técnico em Manutenção de Hardware. Em caso de aprovação, os salários seriam reajustados de R$ 1.644 para R$ 2.955. 
 
O pedido de urgência foi rejeitado e o projeto seguiu a tramitação normal para ser votado na sessão de ontem. Mas, não houve sequer discussão. Consciente de que não teria os votos necessários para aprovação, Marco Garcia pediu a retirada da proposta. “Foi uma decisão sensata. Eu votaria contra, pois estamos num momento de crise e seria um absurdo dar um aumento de 60% para um grupo restrito de servidores. Além disso, não podemos esquecer que os funcionários da Prefeitura conseguiram apenas 11% de reajuste”, disse o vereador Marcelo Valim (PSD).
 
Já o outro projeto que  concedia adicional de R$ 700 por Função Gratificada para dois servidores que desempenhem as atribuições de tesoureiro e de responsável pelo arquivo foi aprovada com nove votos favoráveis e cinco contrários. Votaram contra Cordeiro (PSB), Bahia (PTN), Valim (PSD), Valeria (PSD) e Zezinho Cabeleireiro (PPS). Uma sessão extraordinária foi convocada para sexta-feira, às 9 horas, para que a proposta seja votada em segundo turno.
 
OAB
A Câmara Municipal de Franca seguiu recomendação da OAB e aprovou moção de apoio ao pedido feito pela entidade de abertura de processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Numa situação incomum no plenário, os 15 vereadores assinaram o documento, inclusive Márcio do Flórida, que desembarcou do PT há duas semanas.
 
A OAB nacional espera conseguir manifestos de apoios de todas as Câmaras do País numa tentativa de pressionar deputados e senadores a aprovarem o impeachment. O Poder Legislativo francano aprovou a moção em regime de urgência, ontem. Cópias do documento serão enviadas à Câmara dos Deputados, Senado Federal e OAB nacional.
 
CEI
A aprovação da moção de apoio ao impeachment da presidente aconteceu duas semanas antes da CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara apresentar o relatório da investigação que apura a responsabilidade do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) pelos problemas na área de saúde do município, sobretudo, a atuação de nove falsos médicos no pronto-socorro. A CEI deverá recomendar a abertura de uma comissão processante contra o prefeito. “Se todos os vereadores ficaram indignados com o que acontece em Brasília, será que também vão se indignar com o que acontece aqui em Franca?”, questionou Valéria Marson (PSD). “Espero que os vereadores mantenham a coerência e não sejam omissos ao avaliarem os problemas daqui”, disse Daniel Radaeli (PMDB).
 

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