Orçamento doméstico


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Em tempos de crise, desemprego em alta, os consumidores estão cada vez mais endividados. Um orçamento doméstico bem organizado pode fazer a diferença para enfrentar este momento financeiro difícil. Segundo levantamento do Serasa Experian, cerca de 59 milhões de brasileiros não estão conseguindo honrar seus compromissos financeiros. Equacionar o orçamento doméstico é uma das únicas fórmulas para enfrentar a crise que assola o país.
 
O primeiro passo é conhecer a fundo suas receitas e despesas, e anotar todos os gastos e recebimentos do mês. Afinal de contas, se nem você conhece o quanto ganha e gasta, não conseguirá economizar e gerir seu orçamento. O portal IG de notícias publicou sete passos interessantes para reorganizar o orçamento e evitar o superendividamento: (1) Faça um Raio-X da sua vida financeira, Anote todos os seus gastos e dívidas, para saber para onde seu dinheiro está indo. (2) Evite o uso do cartão de crédito. (3) Identifique quais são as dívidas mais caras, ou seja, com maior taxa de juros. (4) Renegocie as dívidas com cada credor. Você pode conseguir estender o prazo para diminuir a parcela mensal, ou conseguir desconto nos juros cobrados. (5) Se possível, busque a consolidação de sua dívida. Pegue um empréstimo que tenha um valor de juros menor para quitar todas as outras dívidas e ficar apenas com uma que cabe no seu orçamento. (6) Com as dívidas sob controle, guarde o que sobra. Com esse valor, pode-se abater ainda mais do saldo devedor e começar a investir pequenos valores. (7) Se, utilizando todas as dicas, não conseguir economizar, procure a ajuda de um profissional economista ou de uma empresa do ramo.
 
Na internet, há uma gama de sites especializados, inclusive com aplicativos para celular, capazes de ajudar o consumidor a montar planilhas, anotar gastos e economizar. Os órgãos de defesa do consumidor podem ajudar consumidores a se conciliarem com seus credores. São marcadas tentativas de conciliação para que parcelamento de dívidas. Se o credor aceita, é possível conseguir até a exclusão do nome dos cadastros negativos de crédito, até porque o advento do Novo Código de Processo Civil, este mês, valorizou bastante tentativas de conciliação entre as partes. 
 
O Procon de Franca também teve iniciativa interessante neste sentido. Na condição de instituição autorizada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), passou a disponibilizar equipe treinada para oferecer orientação, preencher formulários retratando a situação de cada devedor de modo a seja buscada uma solução para as situações apresentadas. O consumidor pode se dirigir à sede do órgão em Franca, no Parque do Trabalhador, onde será orientado sobre como proceder para renegociar dívida ou solucionar problemas financeiros.
 
As iniciativas são excelentes. O consumidor deve aproveitar o momento para refletir sobre sua situação financeira, negociar com credores e economizar para superar este momento de crise que assola o país. Só assim será possível deixar de integrar o exército de consumidores superendividados.
 
GASTOS DE PÁSCOA: O portal G1 divulgou sondagem realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostrando que 4 em cada 10 brasileiros (41,9%) compraram chocolates para comemorar a Páscoa até a véspera do domingo. Também, que 37,8% disseram que reduziram gastos em comparação com o ano passado, seja por conta de desemprego, por estarem endividados ou por redução salarial. Outros 28,3% afirmaram que gastaram  mais do que na Páscoa de 2015 devido ao aumento dos preços do chocolate. Na média, o gasto total do brasileiro foi de R$ 106. A pesquisa levou em conta tanto quem comprou antes da Páscoa como  os que deixaram para comprar na ‘última hora’.
 
 
Denilson Carvalho
advogada, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
 

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