Até quando o Comércio, o Portal GCN e a Difusora, além de outros órgãos de imprensa, continuarão noticiando os estragos e prejuízos a cada novo temporal que desaba sobre o município? Além de outros problemas considerados pontuais em pontos da cidade distantes dos córregos do Cubatão e dos Bagres, não há administração municipal capaz de dar uma resposta ao mais grave problema de nossa cidade. Vários prefeitos, desde as duas décadas finais do século passado, prometeram obras definitivas nas duas avenidas marginais da cidade. Como se pôde perceber na última sexta-feira, quase nada do que se gastou nos últimos quarenta anos surtiu efeito: em pouco mais de uma hora, a forte chuva voltou causar inundação nas avenidas Hélio Palermo e Dr. Ismael Alonso y Alonso. Apenas nas imediações do Posto Galo Branco, aparentemente as obras deram resultado, já que o que ocorria por ali não se repetiu.
Ao mesmo tempo, diversos outros pontos tiveram inundações, como a rua José Marques Garcia, nas imediações do Pestalozzi, no Parque João Leite, jardim Palmeiras, Jardim Paineiras, Jardim Califórnia; bairro São Joaquim; Estação e no Santa Efigênia. É certo que o desenvolvimento urbano desordenado e a despreocupação com fatores climáticos são os grandes responsáveis pelo acúmulo de água que causa prejuízos e coloca a vida de francanos em risco a cada nova chuva forte. As galerias de águas pluviais, principalmente nos bairros mais antigos, não têm capacidade para dar vazão suficiente para o volume. E, com isso, como a maioria delas desemboca nos dois córregos que cortam a cidade, o transbordamento é certo. Por isso, o próximo prefeito (já que o atual não se preocupa com o bem estar dos cidadãos francanos) precisa colocar como prioridade em seu programa de governo a necessidade de um amplo estudo de impacto para descobrir as áreas mais suscetíveis às inundações e procurar uma solução que seja definitiva.
Não dá para voltar atrás e desfazer o crescimento desordenado, a impermeabilização do solo ou as intervenções equivocadas que foram feitas noi espaço urbano. Por isso, a população exige que o problema seja encarado com a seriedade que merece. Não podemos admitir que a administração municipal se preocupe em gastar em setores não prioritários. Os problemas da enchentes merecem maior atenção. Como grande volume de dinheiro foi colocado em obras que não resolveram, é como se o dinheiro do contribuinte, que financia a administração pública, tivesse sido jogado fora. É algo que os francanos não podem aceitar, exigindo uma ação responsável, corajosa e direta para que os problemas registrados na última sexta-feira não se repitam.
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