Tá na Insight: a riqueza do idioma japonês a seu alcance em Franca


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Yákara Santos é psicóloga e professora de japonês
Yákara Santos é psicóloga e professora de japonês
Falar fluentemente e escrever em japonês parecem tarefas difíceis para grande parte da população. No entanto, são mais simples do que se possa imaginar, na opinião da psicóloga e professora de japonês Yákara Santos, de 29 anos. “Depende apenas da força de vontade do aluno”, diz. Apaixonada por desenhos, filmes e cartoons japoneses desde a infância, ela sempre sonhou em aprender o idioma. Atualmente, Yákara é professora da Wizard de Batatais e dá aulas de japonês particulares e em grupo para alunos de Franca e região. Confira mais sobre a história da jovem no nosso Jogo Rápido deste domingo.
 
Como você começou a se interessar pelo japonês? 
Sou brasileira sem parentes japoneses. O meu interesse pelo idioma, para mim, é um mistério até hoje (risos). Desde pequena tinha curiosidade, assistia desenhos, séries, na extinta TV Manchete, e gostava muito. Como não existia professor aqui em Franca na época, comecei a estudar a língua quando fui fazer faculdade em Ribeirão Preto, em 2008.
 
Realmente é muito difícil aprender a falar japonês? 
Nada é difícil quando se tem um interesse genuíno no assunto. A dificuldade inicial da língua japonesa dá-se pela grande diferença na escrita, já que nosso alfabeto praticamente não é usado por lá.
 
Qual é a sua metodologia de ensino? 
Minha metodologia de ensino de japonês é baseada no material “Minna no Nihongo”. Trata-se do mesmo material com o qual aprendi a língua durante meu intercâmbio na Universidade de Hokkaido, situada no centro de Sapporo, no Japão.
 
Em quanto tempo uma pessoa fica fluente em japonês? 
Depende muito da dedicação de cada pessoa ao estudo.
 
Que tipo de pessoa procura por aulas de japonês em Franca? 
Tenho uma turma bem eclética. Assim como eu, muita gente me procura por gostar muito de desenhos, animações, séries japonesas; já outras, porque querem conhecer o Japão. Também há descendentes de japoneses que querem se aperfeiçoar no idioma para ir trabalhar naquele país.
 
Você já morou no Japão. Quais são as principais diferenças entre aquele país e o Brasil? 
Sim, eu morei quase um ano na cidade de Sapporo. As diferenças com o Brasil são bem grandes, em especial no que diz respeito à infraestrutura e educação das pessoas. Trata-se de uma cultura muito séria, onde o respeito ao outro e ao coletivo é absoluto. Todos os serviços funcionam plenamente e os atendentes são sempre muito educados, respeitosos e pacientes. As cidades são perfeitamente limpas, mesmo sendo difícil encontrar cestos de lixo espalhados pelas ruas. As pessoas têm o hábito de levar o próprio lixo consigo e se desfazer dele nos locais apropriados.

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