Casa do Diabético volta a ter médicos especialistas


| Tempo de leitura: 2 min
A Casa do Diabético de Franca atende de segunda a sexta-feira, na rua Dionízio Faciolli, 1.148, na Vila Industrial
A Casa do Diabético de Franca atende de segunda a sexta-feira, na rua Dionízio Faciolli, 1.148, na Vila Industrial
Depois de quase dois anos funcionando de forma improvisada e sem médicos especialistas no tratamento de doenças hormonais, a Casa do Diabético começa agora a retomar seus atendimentos normais. A unidade de mais de 20 anos de história passou por uma reforma completa neste início de ano e ampliou seu quadro médico com novos especialistas, emprestados da Prefeitura de Franca. 
 
José Gomes Chagas, presidente da Casa do Diabético, disse que o Lions Clube fez várias ações no ano passado para conseguir verbas e melhorar o atendimento aos pacientes. Com o dinheiro arrecadado, foi possível investir na reforma do prédio. “Ao todo, foram gastos cerca de R$ 45 mil. Reformamos a unidade, ajustamos a questão da acessibilidade para pessoas deficientes, criamos novas salas, trocamos todo o piso, fizemos pequenos reparos e toda a pintura”, disse. Segundo ele, o Lions entrou com os recursos e a Prefeitura com a mão de obra.
 
Com o prédio reformado, também foram enviados novos médicos para atender na unidade. 
 
Problemas
Até o fim do ano passado, a Casa funcionava com apenas dois clínicos gerais. Queixas por parte dos usuários se tornaram rotina, a partir de janeiro de 2015. Muitos dos pacientes da Casa acabaram sendo transferidos para o AME (Ambulatório de Médico de Especialidades), mantido pelo governo do Estado. 
 
Em julho do ano passado, mais uma vez a Casa do Diabético era alvo de críticas dos pacientes. A unidade continuava sem médicos especialistas e sobrevivia com apenas dois clínicos gerais e um pediatra, de acordo com os usuários. No local, um quadro com o nome dos médicos confirmava a situação precária de falta de profissionais especialistas. O resultado eram consultas remarcadas para o fim do ano e outras jogadas para 2016.
 
Expectativas
Segundo José Chagas, agora estão trabalhando no local um endocrinologista adulto, um endocrinologista pediátrico, um geriatra, dois clínicos gerais e mais três oftalmologistas. Além de uma equipe de apoio com assistente social, nutricionista e psicóloga. “Os profissionais vieram graças à parceria com a Prefeitura. Agora nossa meta é retomar o volume de consultas realizadas no passado.”
 
Os dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que a média mensal de pacientes atendidos pela Casa do Diabético girava em torno de 8 mil pessoas por mês. “Não tenho os dados atuais em mãos, mas posso garantir que, aos poucos, estamos retomando o volume de atendimento.” 
 
Em relação aos exames de acompanhamento, o presidente da Casa disse que eles também foram retomados. “Fizemos uma sala para exames, ampliamos a cozinha destinada aos funcionários e ainda uma sala para os atendimentos da assistente social. Estamos a todo vapor.”
 
Para marcar a retomada, o Lions Clube planeja uma cerimônia de reinauguração da unidade. “Estamos organizando a cerimônia. Ainda faltam alguns detalhes, mas esperamos que, até a semana que vem, já tenhamos uma data definida para o evento”, disse José Chagas.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários