Entre as microrregiões com mais de 200 mil e menos de 500 mil habitantes, a de Franca é a menos violenta de todo o país. É o que aponta o Atlas da Violência, publicado nesta semana pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). O estudo traz um balanço e taxas de homicídios de todas as microrregiões do Brasil. Segundo o relatório, Franca está entre as 20 microrregiões mais pacíficas de todo o país.
A análise foi feita pelos institutos com base no SIM (Sistema de Informação Sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde. As informações são até o ano de 2014 e também apontaram uma queda de quase 50% nos homicídios entre 2004 e 2014 na região. Isso garantiu a Franca e cidades vizinhas a 15ª colocação no ranking de maiores quedas.
Para chegar à média, o estudo utilizou a chamada “taxa bayesiana”, que mapeia os homicídios no país, levando em conta o tamanho da população e a correlação das mortes com os municípios vizinhos das cidades. No caso da microrregião, foram seis mortes por 100 mil habitantes - 24, em números absolutos.
Apesar dos índices positivos, o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), responsável pelas investigações de homicídios, acredita que é possível diminuir o índice ainda mais. “Para a polícia, ainda não são os ideais. Quanto menos, melhor. O que podemos fazer é identificar e processar os autores dos crimes”, disse.
Os casos
Entre os 17 homicídios registrados em 2014 na cidade de Franca, três chamaram a atenção pela forma como os suspeitos cometeram os crimes. Um deles foi a morte do pedreiro Roberto Antônio Rosa, 43, em julho. Ele foi morto por estrangulamento com um cinto e teve o corpo carbonizado na Vila São Sebastião. O suspeito, Adriano Carlos Fernandes, 32, confessou o assassinato.
No mesmo mês, o serralheiro Marcos Antônio Molina, 51, foi alvejado com três tiros no interior de seu caminhão, no Jardim Luiza. Seu algoz, Cláudio Leite da Silva, 38, foi julgado e, levado a júri popular, inocentado.
Já no final de 2014, no Jardim Aeroporto III, o pedreiro Luiz Carlos de Andrade, 61, foi morto com oito facadas pelo filho Robson dos Santos Andrade, 28. Na ocasião, foi preso pela Polícia Militar.
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