Polícia apreende 144 celulares irregulares em 2 horas


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Policiais averiguam situação de aparelhos em loja instalada na região do Leporace ontem
Policiais averiguam situação de aparelhos em loja instalada na região do Leporace ontem
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e Militar apreendeu 144 aparelhos celulares em apenas duas horas ontem. A ação buscou identificar produtos roubados e de procedência duvidosa em estabelecimentos comerciais. A iniciativa foi motivada pelos assaltos recentes cujo objetivo era levar telefones celulares. Foram verificadas 15 lojas em diversos bairros da cidade, sendo que em 10 estabelecimentos foram encontrados produtos irregulares.
 
Entre os aparelhos recolhidos pela polícia estavam também alguns tablets e existiam produtos novos e usados. Um total de 133 mídias de DVD também foram apreendidas, de acordo com a Polícia Militar. “Recolhemos aparelhos que não tinham nota, cupom fiscal e recibos. Também foram apreendidos aparelhos novos, porque eles podem ser provenientes de roubos de carga ou de lojas”, disse o delegado Márcio Murari da DIG (Delegacias de Investigações Gerais).
 
As viaturas das polícias civis e militares partiram da Delegacia Seccional, no Centro, e fizeram uma varredura em bairros como Leporace, Tropical, Aeroporto, Centro, Santa Cruz e Vila São Sebastião. Pelo menos, sete bairro foram envolvidos na ação policial.
 
“Estamos agindo em duas frentes, com as ações nas lojas e nas investigações buscando a identificação dos autores. Essa semana identificamos três pessoas envolvidas em roubos e receptação de telefones e entregamos oito aparelhos para as vítimas”, afirmou Murari (leia texto acima).
 
A reportagem do Comércio acompanhou parte da operação. Na avenida Abrahão Brickmann, um total de 13 celulares foram apreendidos por não possuírem notas fiscais. Nesse caso, todos eram usados e a maioria estava disponível para venda. Apenas três estavam no setor de manutenção. O CNPJ da loja também estava irregular, pois se referia a outro endereço, localizado no Jardim Brasilândia.
 
Uma outra loja, que trabalhava com venda e assistência técnica, no Tropical I, também foi alvo dos policiais. No local, foram apreendidos 10 celulares e um tablet. Além do problema com os aparelhos, o estabelecimento não tinha alvará de funcionamento. “Vamos usar o banco de dados da polícia para analisar boletins de ocorrência e checar se esses aparelhos são frutos de roubos e furtos”, disse o delegado Márcio Murari.
 
A operação não é uma ação isolada, devendo acontecer outras do tipo e a investigação continuará com base nessas apreensões. No caso de ser confirmado que os produtos eram provenientes de ações criminosas, o dono da loja poderá responder por receptação qualificada, com pena de até oito anos.
 
Os aparelhos estarão disponíveis para que vítimas de furtos ou roubos os identifiquem. É necessária a apresentação da nota fiscal. A operação reuniu 68 policiais entre civis e militares, que fizeram as diligências em 33 viaturas.
 

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