A artista plástica Maria Deolinda da Silva Pesce morreu, na última terça-feira (dia 22 de março), em Franca, aos 101 anos. De acordo com o filho e médico legista Antônio Pesce, a mãe enfrentava alguns problemas de saúde. Com Parkinson, Deolinda Pesce (conhecida como Deolinda Peixe) passou a ter prejudicada sua coordenação motora e apresentar dificuldades para caminhar e se movimentar. Ela passou a utilizar um andador para se locomover. Além dessa situação, a artista plástica conviveu com dores na coluna. Com o quadro clínico cada vez mais agravado, Deolinda Pesce sofreu uma insuficiência respiratória e morreu. “Ela suportou todo esse período de problemas de saúde com muito trabalho, luta e resignação. Mamãe foi firme em todo momento, batalhadora ao enfrentar a vida de coração”, disse Antônio Pesce. Além de todo carinho da família, dona Maria Deolinda recebia toda atenção e conforto dos funcionários e amigas da Instituição Espírita Nosso Lar, conhecida também como Lar Dona Leonor.
Viúva há 26 anos do reconhecido e respeitado médico Antônio Pesce, Maria Deolinda da Silva Pesce deixa cinco filhos: Regina Maura (professora aposentada), Antônio Pesce Júnior (médico legista), Vera Beatriz (professora aposentado), Marcílio Pesce (engenheiro) e Luiz Fernando (médico pediatra); além de 12 netos e 10 bisnetos.
Filha de Pio Severiano da Silva e Deolinda Maria da Silva, ela passou parte de sua infância em uma fazenda em Franca. Depois, Maria Deolinda foi estudar no rígido colégio Santa Inês, em São Paulo. O gosto e a vocação para a pintura surgiram ao longo da juventude. Determinada, a francana fez especialização na Escola Belas Artes, no Rio de Janeiro.
A pintura foi uma das principais paixões de Maria Deolinda Pesce, que dedicou a vida à criação de obras de artes e exposições. Segundo Antônio Pesce, a mãe pintou mais de 100 quadros e deu aulas de educação artística. Deolinda Pesce teve uma carreira produtiva, reconhecida e longa.
“Tinha muita dedicação à arte. Gostava de produzir quadros do gênero natureza-morta. Ela promoveu o evento ‘Amigos da Arte’, por meio do qual artistas expunham suas obras”, disse o filho. A intenção da família é doar alguns quadros de sua autoria para a Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura).
“Minha mãe é tudo para mim. Com firmeza e aplicação acompanhou de perto a criação e educação dos filhos. Era uma pessoa de muita fé e rezava muito. Fica na memória uma pessoa formidável, alegre e batalhadora”, disse o filho médico Antônio Pesce Júnior.
O velório de Maria Deolinda da Silva Pesce aconteceu no São Vicente, sala 1. O sepultamento foi realizado com serviços da Funerária Santa Bárbara, no Cemitério da Saudade, às 10h30, do dia 23 de março.