Garoto tem febre de 40º há 15 dias e nenhum diagnóstico


| Tempo de leitura: 2 min
A dona de casa Francismara Soares da Silva, de 20 anos, diz que já levou o filho de 2 anos ao Pronto-socorro Infantil quatro vezes
A dona de casa Francismara Soares da Silva, de 20 anos, diz que já levou o filho de 2 anos ao Pronto-socorro Infantil quatro vezes
O pequeno Miguel Gabriel da Silva, de 2 anos, sofre enquanto médicos tentam diagnosticar o que o aflige. Desde o dia 5 de março, Gabriel enfrenta uma febre intermitente que chega a ultrapassar os 40 graus. Está com feridas espalhadas pelos lábios e dentro da boca. Não consegue se alimentar. Vomita e tem convulsões.
 
Sua mãe, a dona de casa Francismara Soares da Silva, de 20 anos, já o levou ao Pronto-socorro Infantil quatro vezes. A última foi na última segunda-feira pela manhã. “Faz dias que ele está assim. Ninguém descobre o que é. Estou desesperada. Estou vendo meu filho definhar e não sei mais o que fazer”, disse ela.
 
Segundo Francismara, Gabriel sofre de epilepsia e recebe tratamento da Apae. No início do mês, ele apresentou febre muito alta. “No começo, achei que fosse algo na garganta. Mas, ao passar pelo médico, ele disse que não sabia o que estava causando a febre.”
 
No PSI, Gabriel foi medicado, tomou soro e foi encaminhado para casa. “Como ele não melhorou, voltamos novamente no dia 14 de março. Ele estava do mesmo jeito. Outro médico atendeu. Fez os exames e nada, outra vez. Deram o remédio e o mandaram para casa”, contou a mãe.
 
Em casa, a febre alta voltou. As feridas na boca se espalharam. “Agora estão até no céu da boca. Ele reclama muito e não quer comer. Diz que dói.” Gabriel também começou a vomitar sempre que ingere algo. “Não sei o que está acontecendo.”
 
Sem solução no Pronto-socorro, a mãe procurou a Unidade Básica de Saúde da Estação. “Passamos pela pediatra. Ela disse que ele estava com estomatite. Deu um remédio para passar na boca, mas não está adiantando. Ele só piora.”
 
Na segunda, desesperada, Francismara foi novamente ao Pronto-socorro Infantil. “Cheguei com ele às 10 horas lá. Uma enfermeira veio e mediu a febre. Depois fomos para o consultório. A médica só o ‘benzeu’. Deu um remédio e me mandou para casa outra vez.”
 
Francismara disse que insistiu para que o menino fosse internado na Santa Casa. “A médica disse que ele estava bem e que não tinha vagas na pediatria. Eu ainda questionei e ela me disse para pagar uma consulta particular. Se eu tivesse dinheiro para isso, não estava indo há quase um mês no Pronto-socorro sem solução.”
 
Para ela, o maior desespero é ver o filho sem comer e com a febre muito alta. “Não tenho dormido. Como a febre não baixa, fico dando banho morno e remédio o tempo todo. À noite, parece ainda pior. Não prego os olhos. Meu medo é que algo pior aconteça.”
 
A Prefeitura de Franca afirmou que o menino vem sendo atendido pela rede, fazendo exames, mas que todos os médicos que o atenderam não viram necessidade de internação hospitalar. “Não consta, nos dias de atendimento da criança no pronto-socorro, pedido de regulação de vaga para Santa Casa.”
 
Nesta quarta-feira, Miguel deve passar por uma nova consulta pediátrica.
 
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários