Ex-ativista de um grupo feminista, Sara Winter, de 23 anos, diz ter mudado de postura e opinião quanto ao movimento.
Morando em São Carlos, São Paulo, Sara contou ao site G1 que participou do grupo ucraniano feminista Femen e que o acesso ao remédio abortivo Cytotec era facilitado dentro do movimento. "Há pressão para o uso de drogas, para desconstruir a monogamia que, para o movimento, é instituição criada pelo patriarcado para fazer a mulher ser submissa", afirmou a ex-ativista, que chegou a quebrar uma loja em Belo Horizonte, por ordem do grupo e a protestar fazendo topless. Quanto a pichar imagens religiosas, ela afirma não ter concordado.
Quando descobriu que estava grávida, Sara decidiu abandonar o grupo feminista. “O feminismo é o movimento mais intolerante que já conheci”, diz a ex-ativista, mãe do menino Hector Valentim, de 6 meses de idade. "Quero escrever um novo livro contando experiências de ex-feministas que saíram do movimento e foram perseguidas. Também quero ingressar na política, sonho que tenho desde criança. Quero combater a violência contra a mulher e propor melhorias na área da saúde e educação. Sei que na política posso fazer algo de uma maneira mais substancial, melhor do que ficar protestando na rua com os peitos de fora", explica Sara.
O site G1 procurou alguns grupos feministas a fim de descobrir se o acesso ao Cytotec é facilitado dentro do movimento. Os grupos Movimento Mulheres em Luta, Juntas e Promotoras Legais Populares (os dois últimos de São Carlos), negaram o acesso ao remédio abortivo, lembrando que o mesmo é proibido no Brasil. Os três grupos também revelaram que os movimentos não são iguais e que desconhecem a pressão para a utilização de drogas, para desconstrução da monogamia, doutrinação religiosa ou qualquer outra afirmação a partir de uma experiência de vida.
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