Crise atrasa obra de 108 casas, diz Estado


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Construção de casas populares em São José da Bela Vista segue em ritmo lento: 53% dos imóveis estão prontos. O investimento nas obras soma R$ 7,5 milhões
Construção de casas populares em São José da Bela Vista segue em ritmo lento: 53% dos imóveis estão prontos. O investimento nas obras soma R$ 7,5 milhões
Às margens da estrada vicinal Jorge Luiz (que faz a ligação até Nuporanga), as obras de um conjunto habitacional de São José da Bela Vista chamam a atenção. São 108 casas em processo de construção que parece não ter fim. Os trabalhos começaram em junho de 2012 e a previsão de término é ainda para o segundo semestre de 2017, segundo informação da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
 
Embora os serviços estejam em andamento, com algumas casas em fase de acabamento e outras unidades ainda sendo erguidas, o ritmo no canteiro de obras é lento e dá a impressão de estar abandonado. Há poucos trabalhadores e materiais.
 
Na primeira rua do conjunto, até há casas praticamente concluídas, inclusive com janelas e vidros colocados, restando apenas a parte elétrica, colocação de pisos e pintura. Mais ao fundo, porém, muitas unidades ainda estão tendo as paredes levantadas.
 
Em nota, a CDHU, de forma velada, culpou a lentidão à crise econômica. “Com a atual situação econômica enfrentada pelo país, São Paulo também precisou reavaliar o ritmo dos seus investimentos com base na arrecadação prevista para o ano”, informou a Companhia.
 
A prefeita Celinha Ferracioli (PTB) reconheceu a lentidão, mas adiantou que as primeiras 38 casas deverão ficar prontas até junho deste ano. Sobre o atraso nas obras, disse que foi provocado por uma série de fatores, sendo o mais atual a queda no repasse de recursos pelo Governo Estadual. 
 
Entre os problemas anteriores, a chefe do Executivo municipal citou erros no processo licitatório feito pela antiga administração e também o fato de uma construtora ter abandonado a obra. “Efetivamente, a obra só teve início em 2014, após intervenção da nossa administração.”
 
As unidades em construção contam com 56,67 metros quadrados de área construída, sendo dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de circulação, terraço e área de serviço. As casas serão entregues com forro, estrutura metálica nas coberturas, telha cerâmica, piso em todos os ambientes e aquecedor solar.
 
A construção faz parte de um convênio entre Prefeitura, responsável pela administração da obra, e a CDHU, que repassa mensalmente os recursos financeiros conforme as medições dos serviços realizados. Com investimento de R$ 7,5 milhões, a obra atualmente, encontra-se com 53% do total executado.
 
Quanto ao sorteio das unidades, a CDHU informou que o processo de inscrição começará assim que a obra estiver, no mínimo, 75% concluída. 

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