Uma vida de luta pela sobrevivência. Morreu no dia 12 de março, Dierson Miqueias Rodrigues. Tinha 48 anos. Ele lutava há mais de 7 anos contra a insuficiência crônica renal. Dierson estava internado na Santa Casa de Franca e recebeu alta do hospital no último sábado. A irmã Sônia Maria Rodrigues conduziu o irmão para sua residência. À noite, Dierson começou a passar mal e veio a óbito diante a uma insuficiência respiratória.
Segundo relatos da irmã Marta Raquel Rodrigues, Dierson tinha diabetes e estava fazendo hemodiálise, processo artificial que filtra o sangue e faz a remoção de substâncias tóxicas por meio de um rim artificial. ‘Meu irmão foi um guerreiro e lutou bravamente até o fim com esse problema de saúde’, disse.
Filho de Benedito Leopoldino Rodrigues e Maria Aparecida da Silva Rodrigues (ambos falecidos), Dierson era solteiro, mas tinha seis irmãos (Marta, Sônia, Nilce, Míriam, Ezequiel e Fernanda).
Natural de Franca, Dierson travou uma grande batalha contra a doença. Com o problema de saúde, ele recebia um benefício financeiro do governo. Sem perder a alegria de viver, Dierson Miqueias Rodrigues tinha na religião a base para seguir lutando contra a doença renal crônica.
Evangélico, Dierson frequentava diariamente a Igreja Pentecostal Deus é Amor, na Avenida Brasil. Querido por todos evangélicos, ele era um dos responsáveis por abrir as portas da igreja para o culto. ‘Seu tempo era dedicado à igreja. O Dierson gostava muito de rezar e pedir forças para sua recuperação. Ele tinha muita esperança em sua melhora’, argumenta Sônia.
Além do problema renal, Dierson teve que lidar com outro contratempo: a perda da visão. No começo, ele relutou com a situação. Por fim, aceitou a condição, e passou a adequar seus hábitos. Morador da Vila Aparecida, Dierson morava sozinho em sua casa, mas recebia visitas diárias dos irmãos, familiares e amigos da vizinhança.
Nos tempos livres, ele procurava praticar esportes. Com uma vida de luta, Dierson encontrava na musculação a força para seguir a batalha.
Para Marta Rodrigues, o irmão deixa o exemplo de garra em sua memória. ‘O Dierson foi um homem corajoso, guerreiro, que batalhou a todo momento contra essa doença. Mostrava garra em seu dia a dia e acreditava sempre que poderia reverter o quadro. Guardo para mim essa vontade de viver’, afirmou.
O velório de Dierson Miqueias Rodrigues aconteceu no São Vicente, sala 7. O sepultamento foi realizado com serviços da Funerária Nova Franca, no Cemitério Parque Santo Agostinho, no dia13 de março, às 13 horas.
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